segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cuidado com a noite


Escrito por Andrea Trindade

Coimbra

Clientes de discoteca
queixam-se de agressão
por parte dos seguranças

Frederico Silva, de 31 anos, nasceu e reside em Paris mas volta sempre que pode a Portugal, país que ama e que sempre defende no estrangeiro. A imagem que leva destas férias é, todavia, negativa. Alegadamente vítima de agressões graves por parte de seguranças de uma discoteca de Coimbra, declara-se «impressionado com o clima de insegurança e com a impunidade».
Na quinta-feira saiu à noite para se divertir com um primo que reside em Coimbra e cerca das 3h00 acabaram por entrar na discoteca NB, junto à Praça da República. Ali passaram um bocado, sem que nada fizesse antever os problemas que surgiram à saída, perto das 6h00 de sexta-feira. «A despesa era de 46 euros, mas o cartão de crédito da Eurocard/Mastercard não funcionou. Paguei 40 euros em dinheiro e decidiu-se que vinha à rua levantar o restante numa máquina», conta ao Diário de Coimbra.
O primo, que já tinha pago a sua parte, abeirou-se também da saída e disse que iria com ele, até porque Frederico conhecia mal a cidade. «Fui logo impedido, bateram-me na face, com tal violência que me “furaram” um tímpano. Deitaram-me no chão e não pude já sair», refere, acrescentando que a situação se amenizaria mais tarde, com a chegada de «um responsável da discoteca».
Na rua, Frederico, que se tinha apercebido da agressão, ligou várias vezes o 112. «Acho que é o número internacional, mas a resposta que me davam era de que não iam mandar ninguém porque o 112 não era para assuntos de polícia», diz, com algum espanto. «As pessoas que ali estavam também não quiseram tomar partido, por medo ou por falta de civismo», acrescenta.

“Perseguido” até ao carro
O jovem residente em Paris, mas que sempre se orgulhou de ter também nacionalidade portuguesa, acabou por se dirigir ao carro onde poderia ter mais algum dinheiro e que estava perto do Jardim da Sereia. «Mas fui perseguido por seguranças da discoteca, deram-me um murro no peito. Pedi-lhes que parassem, porque sofro de doença cardíaca e estou até à espera para ser operado, mas continuaram a bater, até que devo ter desmaiado». Foi o primo, entretanto saído da discoteca, que tomou a direcção do carro e foi dar com Frederico jogado no chão e «em mau estado».
«A polícia acabou por passar frente à discoteca 40 minutos depois de termos chamado pelo 112, mas disseram-me que pouco havia a fazer se não identificássemos os agressores», indigna-se o primo, também com 31 anos. «Às vezes lia notícias sobre agressões e pensava que se tratava de pessoas que faziam desacatos, mas nós fomos agredidos e não fizemos nada, nem sequer estávamos alcoolizados. Mesmo que estivéssemos, os seguranças têm o dobro do nosso tamanho, bastaria que nos dissessem para sair», declara.
O INEM foi chamado ao local onde estava Frederico e os dois acabaram por ser examinados nos HUC. Na sexta-feira apresentaram queixa formal na esquadra da PSP de Coimbra, na Av. Elísio de Moura, e segunda-feira pretendem apresentar-se no Instituto de Medicina Legal para perícia médica com vista à apresentação de queixa. «Vou para Paris, mas regressarei as vezes que for preciso para dar andamento a este processo», garante Frederico Silva.
A mãe, Fernanda Machado, emigrante em França há mais de 40 anos, não pôde deixar de fazer comparações com aquele país, considerando que uma situação idêntica seria lá impossível. «Isto está muito mau, não se pode sair à rua e a polícia parece que não faz nada», lamenta.

“Agressões aconteceram
fora da discoteca”
A gerência do NB mostrou estar a par dos acontecimentos da madrugada de sexta-feira e que envolveram clientes da discoteca, mas esclarece que eventuais agressões terão ocorrido fora do estabelecimento e estando este já encerrado. «Dentro da discoteca não tenho conhecimento de nenhuma agressão. E não tenho nada a comentar sobre o que ocorre lá fora, depois da discoteca já encerrada», disse Roger Sousa ao Diário de Coimbra, notando que os seguranças não são funcionários do NB mas de uma empresa privada e que já estariam, inclusive, fora de serviço. «Já tinham abandonado o local de trabalho, para lá do horário de expediente cada pessoa responde individualmente», frisou.
O Diário de Coimbra contactou a PSP que remeteu informações sobre a ocorrência para segunda-feira, justificando não ter acesso ao processo no fim-de-semana.
Apesar das tentativas, foi impossível chegar à fala com os responsáveis da empresa de segurança que trabalha no NB, a 365 Segurança Privada.

Retirado do Diário de Coimbra.


Conclusão: Não entrar numa discoteca sem dinheiro suficiente. Há perigo de levar nas trombas.

Nota-se que a empresa 365 Segurança Privada tem feito um trabalho digno que tem elevado a reputação dos seguranças da noite. Já não é a primeira vez que ouço problemas relacionado com essa gente, com essa empresa. Uma coisa esperta.

NB? Se puder evito. E quê?

PSP, sempre em cima do acontecimento, calmos, muitos minutos depois. Bem, também não lhes dão condições profissionais e financeiras para mais.

Portugal no seu melhor.

domingo, 18 de julho de 2010

Geração CallCenter

Portugal tem 1 milhão de diplomados do ensino superior. Mariano Gago quer elevar a fasquia para 2 milhões para atingirmos a média dos países da OCDE que tem 20% da população diplomada. Mariano Gago para calar as vozes daqueles que defendem que o ensino superior está a ser colocado em segundo plano em termos de fundos de apoio, aconselhou os portugueses a estudar mais. Esquece-se que para estudar mais, não pode haver fome no estômago, não pode haver renda da casa por pagar. Quero lá saber se o vídeo é do Bloco de Esquerda. O que interessa é que eu sei que é real porque tenho muitos amigos a trabalhar em call-center. Licenciados e outros a caminho disso... Se a fome não apertar. Viva a geração Call Center.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É o que está...


Cerejas - Rondam os 4 euros o quilo e não há maneira de as ver mais baratas. Será que há escassez? Será que não arranjaram mão-de-obra para apanharem? Será que sofreram algum temporal em meses anteriores?

Abrunhos - As ameixas, portanto. Devia ter vergonha de as comprar a 2 euros o quilo no Continente. Com tantos abrunheiros que havia no Seixo, antigamente.

Fim-de-Semana de Saúde e Lazer - No Seixo. Tendo em conta que aparentemente, não tiveram a ajuda (na planificação e programação) de ninguém de Ciências da Educação, da área da Educação Social, Desenvolvimento e Dinâmicas Locais, com experiência na Educação para a Saúde, e tendo em conta o feed-back, todos os participantes estão de parabéns.

Haja paciência - Porque é que o aclamado melhor gestor da Europa, que administra a EDP e que apenas poderia ser ultrapassado por um jumento a vender gelo no deserto, não é colocado a gerir a CP ou a Carris? De realçar que vender electricidade ao preço que se quer nem está situado na área dos bens transaccionáveis.

Não é de estranhar - Então não é que quem vai vender os chips (da trapalhada das SCUT) era acessor do secretário de estado das Obras Públicas e Comunicações até há bem pouco tempo? É com cada coincidência...
Só está à espera da votação correcta no Parlamento para começar a facturar.

Chamuças - A 80 cêntimos, já agora...

É o que está...


José Sócrates - Tem apelado ao não negativismo, baseando-se na manipulação conveniente de números como 0.001% ou 0.000nada%. Faz lembrar o Ministro da Informação Iraquiano que proclamava que Bagdad estava segura, quando se ouviam tiros americanos e ingleses por trás dele.

Educação - Aquela que é perfeita é utópica, tal como qualquer perfeição tirando Deus, claro. O homem enquanto produto da educação, ou a educação enquanto produto do homem, não pode deixar de almejar por uma filosofia da educação mais humanista, mais exigente.

Educação 2 - Ficou provado nos países desenvolvidos nos anos 50, 60 e 70 que o investimento desmesurado na educação não está directamente relacionado com um maior desenvolvimento de uma nação, no entanto sabe-se que um maior investimento na educação não significa melhores resultados no sistema educativo, e esse problema que reside em Portugal, pode explicar o anterior. Trata-se de eficácia.

Actual - Já Kant dizia que o importante é aprender a pensar, "o homem não pode tornar-se homem senão pela educação. Ele não é senão o que a educação faz dele".

Queiroz - O Carlos. Ganha à comissão, 10% do que a FPF recebe da FIFA pela participação no Mundial. Só mesmo ao alcance dum empregado de mesa da Praça da República de Coimbra. Mas quem no seu perfeito juízo faz um contrato destes? Só mesmo um tal de Madaíl. Tendo em conta que deu prejuízo a mega-operação Selecção no Mundial, vivam os contribuintes!

Estradas de Portugal - Parece que estão em "continas". O super gestor Almerindo Marques não resolve isso? Só um génio pode ser nomeado presidente das Estradas de Portugal depois de ser presidente da RTP. Há gente que percebe de televisão e de "alcatrão" ao mesmo tempo. Gente militante do PS.


Apenas uma visão da coisa


"JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da “decência na nossa vida democrática”, ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que “quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena”. Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro – se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra – feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: “Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.” Reparem bem: não podemos “consentir”. O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser “terreno propício para as campanhas negras”; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."

de João Manuel Tavares, retirado de http://5dias.net/2009/04/04/subscrevo-joao-miguel-tavares/

Foi pena não ter visto em directo

Tirando a parte em que não participou nos Jogos Olímpicos de Pequim, supostamente por um problema relacionado com asma e com a poluição da cidade chinesa, apesar de todo o investimento feito pelos portugueses (o povo) ao longo dos 4 anos de preparação, mais uma vez parabéns.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vai, vai


Sérgio Paulinho - Parabéns. Não quero ter o pretensiosismo de dizer que percebo de ciclismo e que gosto de ver, só para me armar em eclético. Sei uns nomes, umas nacionalidades e pouco mais. As equipas da Volta a França até mudam de nome todos os anos, não sei se calhar o nome de nenhuma. Já soube do feito mas ainda não vi as imagens. Desde que me conheço, nunca vi um português a vencer uma etapa da Volta a França. Quem trabalhou anos a fio com um objectivo, merece.

É como calha - Passei no outro dia, de carro, pelo campo do Fojo e lembrei-me de olhar para a porta da casa de banho junto ao polidesportivo. E o que vi? A porta aberta! Afinal tinha tido visões há uns dias atrás. Rezemos para não aparecem vândalos. Será que o fantasma da fonte da Barroca vai voltar? O que me andou a acusar até mora perto do campo, melhor para ele, pode fiscalizar tudo.

Parabéns - À equipa que "representou" no torneio inter-freguesias e que o ganhou. Ainda não olhei para os nomes, mas prometo explicar qualquer coisa, à luz duma conjectura social.

"Tenção" - Tenho a impressão que vi em qualquer lado que se mede a tenção arterial. Um dia destes quando me medirem a tensão, vou pedir ao médico que me meça também a tenção, pode estar com maus níveis.

A falar é que a gente se entende


Conversa entre Mário Crespo, Medina Carreira , João Duque (presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão ISEG) e Alexandre dos Santos (presidente do Grupo Jerónimo Martins que tem por exemplo Pingo Doce em Portugal como na Polónia).

Medina Carreira - A propósito, tem alguém na sua empresa que tenha feito as Novas Oportunidades?
Pingo Doce - Temos qualquer coisa como 3600 pessoas inscritas, neste momento até capaz de ser mais. É um dos programas que eu conheço, de maior sucesso. Pela primeira vez em Portugal, senti-me profundamente orgulhoso, de ver pessoas de 50 anos a dizer: " a minha filha não precisa de ter vergonha de mim. Eu vou entrar na universidade com a minha filha.
Medina Carreira - Mas entram sabendo, ou...?
Pingo Doce - Sabendo! Nós facilitamos durante as horas de trabalho, o ensino.
Medina Carreira - É que as notícias que eu tenho são rigorosamente opostas a isso.
Pingo Doce - Oh Henrique, há empresas onde os programas são levados a sério e há empresas onde os programas não são levados a sério.
Medina Carreira - Mas as Novas Oportunidades não são as empresas...
Pingo Doce - Nós já temos das Novas Oportunidades, só frequentando e já com curso... (foi interrompido).
Medina Carreira - Mas vocês é que dão os cursos?
Pingo Doce - Como?
Medina Carreira - A empresa é que os dá?
Pingo Doce - Dá, e também frequentam fora da empresa, nos dois lados, e é no horário de trabalho. E no fim do curso têm um aumento de ordenado. E por exemplo, temos pessoas, isto é absolutamente real, que já entraram numa universidade.
Mário Crespo - Mas dentro de uma área que o senhor considera útil para o Grupo (grupo Jerónimo Martins)?
Pingo Doce - Não não. Têm liberdade plena. Tirarem o curso que quiserem. Liberdade plena.
João Duque - Gosto muito de ouvir estas notícias, sobre um programa que faz sentido e está muito desacreditado em Portugal.

Se calhar gosta dela

Aí está a geração de 81 a puxar dos galões...
Ela podia ter sido menos fria, mas está bem, estava no seu local de trabalho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo o que está...




Biblioteca de Praia - A Praia da Tocha tem... E a Praia de Mira, é este ano?

Casa de Banho - A câmara de Mira tem noção que a casa de banho da Praia da Barra é insuficiente? Ou esquece-se que o concelho de Mira não se circunscreve apenas à vila de Mira e da Praia?

- E aquele piso do parque de estacionamento da Praia da Barra? Aquilo trata de alguma coisa? Ah, esqueci-me o plano (há mesmo?) do turismo de Mira não passa por aquelas paragens. É por estas e por outras que Vagos come terreno ao município de Mira, na zona da Praia do Areão.

Lancil - Mas tem lancis, é que sem aqueles marcadores era impossível manter o civismo no estacionamento (como se antes, as pessoas não estacionavam ordeiramente).

Educação Especial - Deve haver pouca. Onde estão os acessos para pessoas com reduzida mobilidade motora, na Praia da Barra? Não têm direito a ver o mar? Ah, têm a congestionada Praia de Mira como opção. Mas a bandeira azul não falha, enganosa, portanto.

Passadiços - Mas onde é que já se viu uma praia com duas concessões (duas bandeiras de nadador-salvador) que não estão ligadas entre si com passadiços em madeira? É que a concessão encostada ao esporão nem acesso de gente tem.

Mas não é cá - Até no sul da Praia da Cova Gala, que é uma zona que já não tem concessão existem vários passadiços e acessos para os veraneantes. São formas de descongestionar e descentralizar o turismo.

Tudo o que está...


Passeio cicloturístico - Foi quase... Mas não deu. Ainda me lembrei de ver em que dia era (sim,estava disposto a dormir 4 horas a seguir ao trabalho, o que não é saudável) mas constatei que já só faltava um dia. Nem pus em questão inscrever-me um dia antes. Isso é para quem sabe mexer cordelinhos, e não podia faltar quem o tenha feito. São os tais ministros... Sem pasta.

Dejectos - É o que se encontra nas dunas das praias. Mas ainda há os resistentes que pegam no carro e vão defecar a casa. Agradeço que quando se deposite o dito cujo na areia, não se tape com uma fina camadita por cima. Prefiro ver cagalhões a descoberto do que pisá-los meio enterrados.

Dejectos - Quem nunca foi esquisito a ponto de nunca defecar na escola, no café, ou noutra casa de banho pública? Não há nada como a nossa sanita. Um dia alguém tem de fazer um roteiro com as melhores casas de banho de cafés, bares e discotecas onde se possa arrear o calhau.

Victor Baptista - Um deputado do PS, eleito por Coimbra, a modos que fraquito. Já foi governador civil, claro. Tem casa na Praia de Mira e diz que esta vila precisa de ver nascer um hotel e lamenta não haver ainda uma unidade hoteleira. Ouvi bem? Não há mesmo hotel? Se fizesses figuras menos tristes como te vejo nos bares se calhar já sabias que a Praia de Mira na realidade possui um hotel.

Voz de Mira - Sem as crónicas assertivas de Paulo Gabriel e sem as reflexões de Raul, não é a mesma coisa.

Feira Medieval - No Largo da Sé Velha em Coimbra, pareceu-me interessante, não contava encontrar tanta gente conhecida de... Coimbra. Vi lá algumas pessoas do SEIXO. Mas eram menos que os que lá estavam do seixo (qual será a diferença?). Em resumo, tentarei voltar no próximo ano.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paragens de autocarro





Aos mesmos Srs. Autarcas da outra vez,

As mentes brilhantes no Concelho de Mira, como podem verificar pela matéria que vai em anexos, não param de "inovar" (muito provavelmente andaram a frequentar as novas oportunidades... daí esta espantosa criatividade).

Tenho para mim, modéstia à parte mas acho que tenho algum jeito para estas coisas (a de ver o brilhantismo, onde outros vêm escuro como breu), que quando o planeta tomar conhecimento destas obras de arte e começarem a chover as encomendas... lá vai a crise dar uma volta ao bilhar grande.

Qual divida publica, privada (ou mesmo mista) qual carapuça!!!!

Vai ser coisa tal, que nem no tempo da pimenta das Índias, do ouro do Brasil, dos diamantes de Angola, ou, mais recentemente, dos "Aéreos" da Europa. Muito melhor mesmo, estou em crer, que petróleo... no Beato.

Coisa nunca vista no reino da Lusitânia.

É Portugal no seu melhor,

Inovador, competitivo, moderno, rumo a um futuro cimentado na certeza do bem planear, melhor programar e muito melhor fazer (bem, o melhor é ficar por aqui. Não vão os Srs. autarcas pensar que isto é directiva de algum gabinete ministerial - pode ser o da Economia, da Inovação e do desenvolvimento mesmo).

Para todos, os meus mais respeitosos e cordiais cumprimentos e, mais uma vez, cuidado com as tentações.

Olhem pela vossa vida.
Praia de Mira, a tal permanentemente da Bandeira Azul, 05.07.2010 (siiiim.... 2010).

João Manuel Jesus Milheiro




No dia 27 de Junho de 2010 17:57, joao milheiro <milhaspraia@gmail.com> escreveu:

Exmos. Senhores presidentes das câmaras municipais de Viseu, Ílhavo, Vagos, Cantanhede e Montemor-o-Velho, respectivamente, Dr. Fernando Ruas, Eng. Ribau Esteves, Dr. Miguel Rocha da Cruz, Dr. João Moura e Dr. Luís Manuel Marques Leal.

Permitam-me que me dirija a Vªs. Exªs. para de uma forma telegráfica, e tendo em conta a matéria que vai em anexo (fotos e respectivas legendas), lançar o seguinte "aviso à navegação":

Dado que a tentação vai ser grande (direi mesmo enorme: Não será todos os dias que, julgo eu, Vªs. Exªs. são brindados com tão singular equipamento - Abrigo de Passageiros de ultíssima geração), aí fica o aviso para as consequências de possíveis abusos.

Ainda que o desconhecimento da lei, não aproveite a ninguém - como bem sabeis - numa das legendas que compõe uma das fotos, vai a legislação que rege a matéria: Código da Propriedade Industrial, Dec. Lei nº. 36/2003 de 05 de Março, com especial atenção para o que estipula o seu artº. 323º.

E isto, respeitáveis autarcas, tem um clarissímo propósito.

Não vá dar-se o caso de Vªs. Exªs. não conseguirem resistir à tentação de instalar, nas V. áreas de jurisdição, o equipamento em apreço e, como consequência, virem a ser confrontados, em sede própria, com a nossa implacável justiça.

É que depois, não vale a pena apresentar defesa com base na lengalenga do costume:

Ai Meritíssimo, não sabia, etc. e tal...

Fique o Meritíssimo a saber que se eu soubesse, etc e tal e coisa e tal e outro tanto...

Enfim, o costume!!! Bem sabemos o que a casa gasta...

Por ultimo, permitam-me os outros senhores autarcas, uma palavrinha dirigida especialmente ao Sr. Dr. Fernando Rua:

Sugiro a Vª. Exª. para que, na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios, emita circular (a enviar, com carácter de urgência, a todos os municípios do continente e ilhas, com excepção, claro está, do município de Mira - autor desta autêntica obra de arte, estilo pré-histórico/modernista) dando conta das consequências de possíveis abusos.

Grato pela atenção que irão dispensar, estou absolutamente seguro, a este cidadão (que, não parecendo, está no seu perfeitíssimo juízo), mais não resta senão despedir-me de Vªs. Exªs, apresentando os meus mais cordiais cumprimentos e relembrando-lhes um sábio, genuíno e avisado dito popular:

Quem vos avisa...

Atentamente,

João Manuel Jesus Milheiro

Praia de Mira, a tal permanentemente da Bandeira Azul, 27 de Junho de 2010 (Não, não confundir com 27 de Junho de 1810. É mesmo 27 de Junho de 2010).

CERTIFICAÇÃO IGUAL A QUALIFICAÇÃO - EQUÍVOCO OU EMBUSTE?


"Estamos todos de acordo que um dos nossos principais problemas e, portanto, um dos principais desafios que como país enfrentamos, é o da qualificação dos nossos cidadãos. Já aqui me tenho referido a esta questão e à importância transcendente que ele assume em termos de futuro viável para Portugal. Recorrentemente são disponibilizados números pelas diferentes agências internacionais que sublinham esta questão.
Dito isto, parece obviamente importante que sejam desenvolvidos os dispositivos adequados à qualificação das pessoas. É neste contexto neste contexto que apareceu o inevitável Programa Novas Oportunidades, sobre o qual afirmei no início "O lançamento de um Programa com o objectivo de estruturar e incrementar os processos de qualificação de sujeitos que abandonaram o sistema é, obviamente de saudar. Parece-me também de sublinhar o interesse e significado que o Reconhecimento e Validação de Competências pode assumir para pessoas com largo trajecto profissional, sem certificação escolar, mas que tiveram acesso a um processo de reconhecimento de competências profissionais entretanto adquiridas e a aquisição de equivalências aos processos de escolarização formal".
No entanto, o desenvolvimento posterior do Programa e as sucessivas intervenções os responsáveis do Programa o Comissário Capucha e o delinquente ético Valter Lemos rapidamente evidenciaram, e evidenciam, o enorme equívoco, ou melhor, embuste, de confundir qualificação com certificação, ou seja, é possível passar milhares de certificados de 9º e 12º anos num mês mas é, obviamente, impossível qualificar milhares de pessoas em tão pouco tempo. É neste quadro que se tem desenvolvido o Programa e que é bem conhecido por parte de quem acompanhe os Centro Novas Oportunidades onde, pese o esforço e dedicação de muitos técnicos, se verifica uma enorme pressão para que se "produzam" certificados.
Voltando ao início, o aumento exponencial de pessoas com certificados seria uma boa notícia, se todo este processo não estivesse inquinado por um fingimento que embaraça.
Talvez conheçam aquela história que circulava na Net, da mãe que ao ser informada pela escola de que o filho chumbaria no 9º ano pela segunda vez, respondeu, "Não pode ser, o meu filho não pode chumbar, eu tirei o 9º ali no Centro de Oportunidades e foi o meu filho que me fez o trabalho que eu não percebo nada de computadores e agora vão chumbá-lo, não pode ser." É só uma anedota e não passará disso mesmo."
Do blog http://atentainquietude.blogspot.com/2010/07/certificacao-igual-qualificacao.html

Não assino por baixo...

Abandono escolar e novas oportunidades

"Governo fez balanço da Iniciativa Novas Oportunidades

Reduzir abandono escolar para metade é a meta até 2015


O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional durante a cerimónia de entrega de diplomas a centenas de alunos que, aproveitando a Iniciativa Novas Oportunidades, concluíram o ensino do terceiro ciclo (9.º ano) e secundário (12.º).

Perante centenas de pessoas, Valter Lemos começou por salientar o êxito do programa, sublinhando que nos últimos quatro anos houve 300 mil portugueses, adultos, que anualmente voltaram a estudar. Desse total cerca de 400 mil terão concluído o programa. O secretário de Estado, face aos números revelados, cantou vitória a aproveitou a ocasião para criticar todos os que nos últimos anos terão feito constar que o programa estava destinado ao fracasso.

"São milhares os técnicos, os formadores, os professores em todo o território nacional. Autarcas de todos os partidos, grandes e pequenos empresários, dirigentes associativos, colocaram a qualificação dos seus munícipes num lugar de prioridade institucional, a todos os níveis políticos do país, desde a freguesia ao Governo. Este objectivo foi aceite e perseguido", disse Valter Lemos, aproveitando ainda para enaltecer o papel de José Sócrates, que, em 2005, terá sido dos poucos que acreditaram no sucesso da iniciativa. "Eles não acreditam, mas acredito eu", terá então sentenciado o primeiro-ministro.

Empresa qualificante

A possibilidade de mandar os adultos de regresso às salas de aulas tem ainda como grande objectivo a qualificação dos trabalhadores, pecha que, de resto, tem sido reconhecida por governantes e empresários. Para que as empresas passem a contar com pessoal mais qualificado, o Estado vai agora atribuir-lhes selos de empresa qualificante. Trata-se, no essencial, de um reconhecimento social e público aos empresários que, de alguma forma, criem condições para que os seus funcionários se valorizem. No grupo Jerónimo Martins, conforme ontem foi salientado, os estudantes puderam frequentar as aulas em período laboral e, no final do curso, tendo obtido aproveitamento, foram informados que poderão vir a ser aumentados.

A atribuição do selo qualificante, por parte dos Ministérios do Trabalho e Solidariedade Social e da Educação, obedece a critérios que serão divulgados em portaria. Entre eles contam-se o número de formandos/estagiários acolhidos na empresa, o número de horas do estágio, o número de formandos integrados e que possuam contrato de trabalho.

Podem candidatar-se ao selo as empresas privadas que tenham desenvolvido actividades associadas à qualificação dos seus trabalhadores ou participado, nos dois últimos anos, em acções de formação. O período para apresentação das candidaturas será estabelecido pela Agência Nacional para a Qualificação.

O presidente do conselho de administração do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, afirmou não ter dúvidas em considerar que o Programa Novas Oportunidades é o mais perfeito e eficaz que já teve oportunidade de conhecer.

Por sua vez, o presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Luís Capucha, congratulou-se com a diminuição do abandono escolar e saudou o empenho das empresas, que têm vindo a celebrar diversas parcerias de carácter social, contribuindo desse modo para o crescimento das profissões emergentes.

Em manhã de ministros, passaram ainda pelas instalações da Feira Internacional de Lisboa as responsáveis da Educação, Isabel Alçada, e do Trabalho e Solidariedade Social, Maria Helena André. Ambas valorizaram a Iniciativa Novas Oportunidades, salientando a importância de o país passar a ter mão-de-obra mais qualificada, o que, na prática, representa mais e melhor produção e mais-valias económicas."

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/reduzir-abandono-escolar-para-metade-e-a-meta-ate-2015_1445543

Não é bem assim, mas é melhor que nada...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Este país não é para obesos




Ou melhor, este Seixo não é para pessoas "fortes".
Vamos aos números:
existem em Portugal, 4 milhões de obesos. Quase metade da população.
Desses, 1 milhão sofre de obesidade grave e cerca de 380 mil padece de obesidade mórbida.
2 mil pessoas estão em lista de espera para uma cirurgia que resolve esse problema, espera essa que demora em média 2 anos.
É «um período demasiado extenso porque a acumulação excessiva de massa gorda no corpo provoca lesões nos órgãos» e, logo, «complicações de saúde graves que colocam a vida do obeso mórbido em risco», conta o presidente da SPCO recordando-se de um caso que acompanhou de perto: «Enquanto esperava pela cirurgia [a paciente] aumentou de peso, agravando a apneia do sono, uma das doenças que já tinha. Faleceu mesmo antes de ser operada por morte súbita, provavelmente provocada por paragem respiratória enquanto dormia», http://diario.iol.pt/noticia.html?id=596816&div_id=4071.
Posto isto, no outro dia apeteceu-me passar numa rua no Seixo onde há uma protecção para os peões. É que já andava com a curiosidade para saber até que ponto eu teria que ser magro para lá poder passar. Resultado: consigo passar, (o meu índice de massa corporal está normal, ainda), mas não com um grande à vontade. O que será então de quem tenha só uma dúzia de quilos a mais do que eu (com a mesma altura, claro)?
No entanto, admito que naquela curva, eu não me ocorreria uma ideia melhor.

Ps: Atenção, nunca pus em causa a utilidade do Centro de Bem Estar Infantil do Seixo, que reconheço como fundamental na sociedade. Só expliquei a não existência de Jardim de Infância estatal. Mas há sempre enfadonhos a deturpar...

Pipi, se faz favor



No parque das merendas, o parque São João, portanto, que suponho que é utilizado maioritariamente por pessoas que não são do Seixo (e é bom sinal), existem casas de banho abertas ao público (nem seria de esperar outra coisa), porque isto de as pessoas mudarem a água às azeitonas a céu aberto é do século passado. Nada a dizer.

Mas e...
quem vai jogar uma futebolada (já nem falo em jogar ténis sem rede, isso também é eclético de mais) e precisa de lavar a cara, de vestir uns calções, de fazer um pipi, enfim, de tratar da vida, o é que faz? Bate com o nariz na porta.
Fica-se sem perceber a utilidade das casas de banho junto ao polidesportivo do Fojo...

Ps: Houve por aí uma 3ª reunião da assembleia da junta, será que publicam a acta na internet?
À atenção...

Finanças de Mira


Às vezes o choque tecnológico não permite resolver todas as questões pela internet, além disso para recuperar uma password para nos movimentarmos no portal das finanças, pode-se demorar cerca de 5 dias, por isso lá me desloquei à repartição das finanças de Mira, numa tarde bem quente para tentar resolver situações. Gostei. Já não vi funcionários (como há uns anos) a falarem alto com os utentes (são os utentes que lhes pagam o salário) e toda a gente na fila a ficar a saber os assuntos que cada um estava para resolver, tipo tasca da esquina.
Volto a dizer: gostei! Boas condições, boas infra-estruturas e instalações, ordem, rapidez, funcionários discretos, disponíveis, acessíveis, nada sobranceiros e empertigados. Não resolvi a situação totalmente, mas fiquei bem elucidado.
Saí descansado e com a sensação de que quando precisar, lá estarão. Parabéns.

sábado, 3 de julho de 2010

Grandes Mistérios do Seixo, 31º A inexistência de Jardim de Infância.


Jardim de infância estatal, claro. Tem pouco de misterioso. É uma questão de interesse da elite na desesperada ânsia da perpetuação das desigualdades sociais e uma questão de incompatibilidade, segundo a DGEC.

Nos anos 60 e 70 com a população a viver predominantemente do sector primário da economia, as crianças até aos 6 anos acompanhavam os pais na lavoura, não sendo necessário uma instituição de acolhimento para elas. Quando a população activa começou a movimentar-se substancialmente para o sector secundário e terciário, surgiu a necessidade do aparecimento dum espaço onde se pudesse deixar os garotos até aos 6 anos. Como António Guterres ainda não estava no poder (não estavam implementadas ainda as suas políticas condizentes com a sua grande paixão: a Educação), acabou por não chegar ao Seixo nessa altura, a dinâmica da criação de espaços públicos onde pudesse ser ministrado o ensino pré-escolar, hoje chamados Jardim de Infância.
O que interessava era a criação de um local seguro (houve pelo menos um caso trágico que provou que não era tão seguro assim) para os miúdos.
Não interessava se tinha profissionais qualificados, se contemplava práticas pedagógicas adequadas e aceites pacificamente pela comunidade científica, se promovia a estimulação sensorial, cognitiva ou até a boa integração social, se intervinha postivamente no desenvolvimento infantil. Não era relevante se se fazia a despistagem de necessidades educativas especiais ou de dificuldades de aprendizagem (contornáveis, desde que fossem bem diagnosticadas e sujeitas a intervenção).
Não era importante. E não era fundamental porque a hegemonia dos "poderosos" nunca iria estar em causa. A desigualdade entre as linhagens nunca iria perder-se. E porquê?
Porque os filhos dos "ministros" que merecessem uma atenção especial até aos 6 anos (e que quase de certeza não tiveram), seriam hiper-acompanhados durante a escola primária pela querida professora (ou professor) que nunca se cansaria de os estimular.
Os filhos dos desfavorecidos? Ou eram génios, ou estavam condenados ao abandono, ao desterro, ao desleixo, e como se não bastasse, ainda eram brindados com palavras de alento nas aulas tais como:
"És um burro!"
"Nunca vais aprender".
"És tão burro como o teu pai".
"A tua mãe também era uma tapadinha como tu"
e sempre acompanhadas pelas tradicionais canas e reguadas. E os filhos dos "ministros" que eram burrinhos? Perdoem-me este desvaneio não científico, eu sei que pedagogicamente não há burros, mas também sei que a mal-criadagem nem sempre se cataloga pedagogicamente como hiperactividade. Mas quantos aos filhos dos "ministros" que tinham dificuldades de aprendizagem? Eram sempre tratados com reforços positivos, com estimulação, que como se sabe, faz a diferença numa boa prática educativa.
Além disso para que interessava um Jardim de Infância público em vez do pseudo-privado? Se fosse público não se poderia escolher o pessoal que lá trabalhasse, e assim, como se podia satisfazer a clientela aristocrata que queria o empregozito? Além disso o privado garantiria pagamento e pagamento afasta as classes socio-económicas mais desfavorecidas. Era necessário salvaguardar que as instuições educativas nunca pudessem desempenhar a função de único ascensor social que os zés-ninguém tivessem à disposição.
Claro que hoje, com o Centro de Bem Estar Infantil, possuindo também a valência de Jardim de Infância, torna-se desnecessário aos olhos da Direcção Geral de Educação do Centro, a existência de um Jardim de Infância.
Resta confiar que estes objectivos da Educação Pré-Escolar, que estão na lei portuguesa, estejam a ser atingidos:

a) Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática numa perspectiva de educação para a cidadania;

b) Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência do seu papel como membro da sociedade;

c) Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da aprendizagem;

d) Estimular o desenvolvimento global de cada criança, no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diversificadas;

e) Desenvolver a expressão e a comunicação através da utilização de linguagens múltiplas como meios de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;

f) Despertar a curiosidade e o pensamento critico;

g) Proporcionar a cada criança condições de bem-estar e de segurança, designadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;

h) Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo a melhor orientação e encaminhamento da criança;

i) Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade.


11 contra 11 e no final ganham os alemães


Já Gary Lineker, avançado da Inglaterra dizia: o futebol são 11 contra 11 e no fim ganham os alemães. Claro que esperava que a Argentina pudesse ir à final, mas também esperava que a Alemanha o pudesse conseguir. Vi os últimos 20 minutos do jogo e foi o que valeu a pena, 3 golos.
Messi? Não dá para passear e cavalgar com a bola por entre os alemães como ele o faz no condescendente campeonato espanhol.
Na única vez em que a Alemanha não jogou com 11 (contra a Sérvia), não conseguiu vencer o jogo.
Maradona? Sem Zanetti, Cambiasso e Lucho Gonzalez pode vencer a quase todas as equipas do mundo, mas à Alemanha é complicado.
Portugal campeão do mundo? Onde tinha pedalada, frescura física, contundência e eficácia para se bater sequer nos quartos-de-final?
Há cerca de 10 anos (pouco menos), na Reboleira, Portugal recebeu a Espanha num decisivo jogo dos sub-21, muito equilibrado. Portugal venceu, jogava lá o Tiago e pela Espanha, actuava Xavi. São sensivelmente da mesma idade. Tiago jogou melhor. Aliás, era melhor. Tiago é tão inteligente quanto Xavi, só diferem mesmo quanto aos percursos que fizeram enquanto futebolistas.
Obrigado Tiago, passaste 90 minutos a correr atrás da bola com valentia, com classe. Bastava um simples trocar de camisolas, para te ter visto do outro lado da barricada a participar naquele tic-tac espanhol, que com toda a certeza também sabes fazer.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O seu ao seu dono - parte 3

Segundo jogo da Espanha. David Villa é pisado pelo guarda-redes das Honduras e logo a seguir pelo também hondurenho Izaguirre. David Villa responde com uma chapada (já vi jogadores expulsos por colocarem a mão na cara do adversário). David Villa foi "picado" mas agrediu. O árbitro não viu. Tudo bem. Mas uma FIFA exemplar faria o quê?
Castigo de dois jogos para Villa e para Izaguirre. Falharia o jogo com Chile e Portugal. Quem marcou o golo a Portugal?
O seu ao seu dono.
Razão tem Maradona que desde sempre mandou a FIFA dar uma volta. E vai ganhar-lhes o troféu. Porque Maradona nunca se conformou com a mafiosa FIFA.

O seu ao seu dono - parte 2

Parece ridículo estar a discutir 22 centímetros de terreno? Pode parecer, mas se se recorresse às tecnologias, era anulado, ponto final. Também me parece ridículo ver o Henry a ajeitar uma bola com a mão e como sanção, ir ao mundial, assim como por outro lado um jogador que dispa a camisa quando marca golo ver um amarelo. São critérios.

No entanto, no geral, a equipa da Espanha é superior à de Portugal, restam dúvidas muito residuais.
Mas o seu ao seu dono.

O seu ao seu dono

Se era difícil ao árbitro assistente descortinar que David Vilha estava em posição ilegal? Era difícil! Na dúvida beneficia-se o ataque? É verdade. Objectivamente estava em fora-de-jogo? Efectivamente estava. Se era possível três árbitros num estúdio decidirem anularem este golo, dispendendo menos de 2 minutos? Era, mas a FIFA não quer. Por isso existe a palavra "dúvida" na lei de beneficiar o ataque. Carrega Rui Santos. Isto, sabendo que Ronaldo estava em fora-de-jogo quando marcou à Coreia.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Já só há 5


As 8 equipas que eu disse que podiam ganhar o campeonato do mundo eram só a França, Espanha, Brasil, Alemanha, Costa do Marfim, Argentina, Itália e Holanda.
Das que estão em prova, menos de 16 e mais de 8, apenas Espanha, Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda podem ganhar o Mundial. Só há 5 possíveis campeões, dois dos quais nunca o foram.
Curioso é que de entre Uruguai e Gana, uma delas no mínimo vai ser a 4ª melhor equipa do mundo.
Portugal? Se perder amanhã, não é nenhum fidalgo. No entanto, nos últimos 50 anos, só perdeu com a Espanha uma vez. Ainda não sofremos golos? Pois não, mas ainda não marcámos sem ser à Coreia do Norte!

Não se pode olhar?


Alguém que explique às pessoas púdicas que quando um homem perde o olhar no traseiro de uma mulher não é necessariamente um depravado nem está louco para ter uma noite sexual com ela. Tal como um ser humano gosta de contemplar o pôr-do-sol ou o mar, uma flor, ou uma grande jogada de futebol, também por momentos, inconscientemente pode estacionar o olhar nas costas duma mulher. Quando vemos uma mulher grávida não olhamos para a barriga?
E até, por experiência própria, são as mulheres quem olham mais avidamente para os corpos umas das outras, ou para análise da adversária, ou por inveja, ou para estar a par da moda, ou porque até sente o desejo de partilhar a cama com ela (sim, há por aí muitas heterossexuais que não dispensam uma noite de carícias bem passada com alguém do mesmo sexo).
Mas admite-se, há ocasiões em que é necessário dominar o olhar para ele não se divagar em sítios que não são considerados politicamente correctos.
Sei perfeitamente que fica mal ao empregado de mesa, direccionar a vista para o "rabo" da cliente assim que esta vira costas, por isso é mais interessante "topar" quem são os outros(as) clientes que estão a olhar para lá! Querem apanhar o típico empregado "rebarbado", mas têm que ter paciência, no trabalho, sou assexuado.

Parque infantil



Exma. Senhora Drª. Isa Alves (Alto Comissariado para a Saúde),

Serve o presente para levar ao conhecimento de Vª. Exª. que os esforços contra esta situação absolutamente surrealista, ainda continuam.

Do mesmo modo, e pedindo desculpas pela insistência, volto a solicitar os bons ofícios da V. instituição para a resolução deste clarissímo Atentado ao Estado de Direito (praticado por titular de cargo politico, nos termos do artº. 3º., nº. 1, alí. i) e artº. 9º. ambos da lei 34/87 de 16 de Julho), que se traduz, na minha pouco avalizada opinião claro está, no absoluto desrespeito pelo direito constitucionalmente consagrado das crianças brincarem em segurança (artº. 31, nº. 1 da Convenção Internacional dos Direitos da Criança + artº. 8º., nº.2 e artº. 69º., nº. 1, ambos da Constituição da República Portuguesa + o constante no preâmbulo do Dec. Lei nº. 379/97 de 27 de Dezembro, republicado em anexo ao Dec. Lei nº. 119/2009 de 19 de Maio ).

Grato pela atenção que, estou absolutamente seguro, irá continuar a dedicar a este inqualificável assunto e com os meus melhores cumprimentos,

João Manuel Jesus Milheiro

Parque Infantil


Exma. Senhora Drª. Edite Miranda, Dignissíma Procuradora-Adjunta do Tribunal Judicial da Comarca de Mira:

Exma. Senhora Procuradora,

Ontem, 23JUN2010, pelas 09H15, desloquei-me à secretaria do Ministério Publico do T. J. de Mira, com a intenção de ser recebido por Vª. Exª.

Com o obectivo de fazer exposição relativamente à localização, de alto risco, do parque infantil instalado, pela Câmara Municipal de Mira, na localidade de Praia de Mira.

Pelas 09H15, sou informado pelo Sr. funcionário Marcelino Cruz, de que Vª. Exª. chegaria ao Tribunal por volta das 10H00.

Por volta das 10H15 / 10H20, sou informado pelo mesmo Sr. funcionário que Vª. Exª. já se encontrava no Tribunal e que lhe iria dar conhecimento da minha intenção em ser recebido por Vª. Exª.

O Sr. funcionário Marcelino Cruz, estava ao corrente do objectivo da audiência.

Passados alguns minutos, vem o Sr. funcionário transmitir-me que Vª. Exª. entendia que o assunto não era matéria para ser apreciada pelo MP e que me deveria dirigir à Câmara Municipal de Mira (entidade que está na origem desta absurda situação) ou à Srª. Drª. Delegada de Saúde do concelho de Mira (que, aproveito para esclarecer, se encontra no gozo de férias até ao próximo dia 05JUL).

A meu pedido, o Sr. funcionário Marcelino Cruz, volta a contactar com Vª. Exª., no sentido de reafirmar a minha intenção de ser ouvido e apresentar argumentos relativamente à matéria que está na génese de toda esta situação (parque infantil instalado junto do posto de abastecimento de combustíveis da localidade acima indicada, Praia de Mira).

Volvidos mais alguns minutos, o Sr. funcionário Marcelino Cruz volta a informar-me da indisponibilidade manifestada por Vª. Exª. em receber-me - nesta data ou em qualquer outra data mais conveniente para Vª. Exª. - e, como havia sugerido anteriormente, deveria dirigir-me às entidades antes apontadas (C.M.Mira e/ou Srª. Delegada de Saúde).

Assim, e dado que entendo a matéria grave quanto baste, sou a enviar, para conhecimento e para os efeitos que Vª. Exª. entender convenientes, toda a documentação que tenho trocado com as mais diversas entidades com o intuito de ver apreciada/resolvida tão delicada situação.

Exma. Senhora Procuradora,

Pedindo desculpas pela insistência, mais não me resta senão despedir-me de Vª. Exª. com os meus mais respeitosos cumprimentos e, certamente não me levará a mal, reitero o desejo de reclamar a melhor atenção de Vª. Exª. para a matéria ora enviada.

João Manuel de Jesus Milheiro
NOTA: Este e-mail, foi enviado, na integra, à Procuradoria-Geral da República (Lisboa).