terça-feira, 9 de novembro de 2010

Coimbra

«Não queriam pagar a conta de 5 mil euros em bar de strip.

Dois conhecidos políticos da cidade de Coimbra foram identificados pela PSP e acabaram por pagar, logo na altura, metade da conta
A noite de animação terminou mal para dois conhecidos políticos da cidade de Coimbra que acabaram identificados pela PSP de Coimbra por se recusarem a pagar uma conta de perto de 5 mil euros num bar de striptease. Eram cerca de 5 horas da manhã quando os agentes foram chamados depois da proprietária não ter chegado a um acordo com os dois homens. Identificados como suspeitos, os dois homens (que já ocuparam lugares de destaque em estruturas partidárias locais) começaram por referir que não tinham pedido todos os serviços que estariam discriminados na conta, como “lap dances” e “table dances” além das bebidas consumidas. A conta seria de 4870 euros e só na presença da PSP foi possível, ao que apurámos, chegar a um entendimento para ultrapassar o impasse. Foram pagos, logo naquele momento, 2500 euros e um dos clientes comprometeu-
-se a pagar o restante a curto prazo.
Manifestamente desagradado com a situação, um dos clientes fez questão de apresentar uma queixa no Livro de Reclamações. Não satisfeito pediu ainda à PSP que fiscalizasse, naquele momento, o estabelecimento bem como os respectivos trabalhadores. Os agentes não fizeram porque não havia nenhuma justificação legal o que terá deixado um dos homens ainda mais zangado com toda aquela situação.
A recusa do pagamento poderá configurar a prática do crime de burla para obtenção de alimentos, bebidas ou serviços, previsto e punido no Código Penal com a pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias. Como se trata de um crime de natureza semi-pública apenas haverá lugar a procedimento criminal caso o proprietário do estabelecimento em causa apresente queixa junto das autoridades.»
 

Será que não sabem que quando elas perguntam se querem um copo de champanhe, convém recusar?
Acho que sei quem é um deles. Mas tenho que respeitar o sigilo profissional.

«...Passou a ter estatuto de divindade. E isto é transversal a todas as cores políticas. Basta ir a uma assembleia municipal. No hemiciclo camarário é ver e apreender o ar altivo de um qualquer presidente de junta de freguesia. Há muito tempo que o político partidário eleito esqueceu que é um simples e humilde servidor da causa pública. Esquece o iluminado que ao arrogar-se em importância, pela pose arrogante, está a subverter completamente o acto de representatividade para o mandato que foi eleito.»

A propósito da notícia anterior,  por Luís Fernandes, autor do blog Questões Nacionais.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ACTA DA TERCEIRA SESSÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO SEIXO

24 de Abril de 2010. Ora vamos lá ver do que é que tratou. Vamos lá à tradução em linguagem corrente (eu sei que Marinho Pinto não gosta, mas tenha paciência, às vezes tem que ser).
Quatro elementos da assembleia não puderam estar presentes mas avisaram com tempo e foram substituídos por colegas pertencentes às respectivas listas. Dois do PSD e dois do Mais. Ora se quem tem responsabilidades pode faltar à sessão (nada do outro mundo), porque é que eu e tu não podemos? Não temos vida? Temos e podemos pois, e até nos é reservado o direito de opinar sobre a sessão mas há sempre uns chiquitos espertos que gostam de mandar a papaia: "tivesses lá estado". Já disse a essa gente: uma coisa é ser omnisciente, outra é ser omnipresente.

Um elemento do Mais sugeriu que a Junta divulgasse os pedidos que faz à câmara municipal de Mira em prol da comunidade. Então mas quê, andava tudo à escondidas? Até lhes convinha mostrar que é para ver a abertura que a câmara tem para responder ao Seixo!
Depois o mesmo elemento falou em querer remover uma rede qualquer que está a par com uma casa qualquer. Depreendo que não seja nenhum familiar meu. Essas coisas são tão óbvias...
Uma ponte da Rua das Ribeiras não tem protecções laterais. Estarei mais atento quando lá passar.
Podíamos descarregar entulho no campo de futebol do Ramalheiro até Maio. Depois não se sabe. Ou vai-se a Portunhos ou deixa-se a alguém que queira fazer um cimentado.
A acta da reunião anterior foi aprovada por unanimidade. Até dá gosto. Assim como o Regimento de Assembleia de Freguesia.
Não dá para perceber muito bem se é o presidente se é um elemento do Mais que considera que a Junta não deve dar subsídios quando não são necessários como é o caso do passeio cliclo-turístico da ACR. Que até deu lucro. Não me digam? Aí faço uma vénia ao gajo que disse isso na Assembleia. Poderia era ser dado um subsídio de adiantamento a ser devolvido posteriormente! Diz ele (não percebi quem) que o Teatro também não deveria receber, pois tem dinheiro, em vez disso deveria receber qualquer coisa que necessitasse. Oh pá é como quem dá uma varinha mágica aos noivos em vez de dinheiro. O problema é se eles já têm alguma. Até fico admirado, então o teatro tem dinheiro? A cobrar 7 euros o bilhete? Há gente boa lá, mas há lá gente que nem verga a mola a actuar e que se limita a estar à porta (bilheteira) com um ar superior como se fosse director de algum Politeama ou administrador dalgum teatro Dona Maria II. Anormais.
Sobre a sua discordância em relação aos subsídios atribuídos às comissões das festas em honra da Nossa Senhora do Carmo, nos últimos anos, aí não sei! Quando uns camaradas demoraram meses a apresentar contas, pouco se sabe! Mas se der lucro, não fica mal devolver uma parte à Junta. Sobre o critério de atribuição de subsídios aos estudantes para participação no carro de finalistas, quando se diz que os mesmos são atribuídos a quem os solicita é o mesmo que dizer: "Não falem muito alto se não vem cá toda essa cambada de classe baixa que tem a mania que já colocam filhos na universidade. Sim, podes dizer ao teu filho e à sobrinha do teu cunhado, mas não digas a mais ninguém"! E vejam lá que ainda não havia tecto máximo a atribuir. Um camarada propôs que se passasse a divulgar os beneficiários do subsídio e a quantia atribuída. Não era divulgado???? Então era como? Assim?: "Toma lá 100 euros, manda cumprimentos ao teu pai!" e assim?: "Também andas a estudar? E disseram-te que a Junta ajudava não é? Está bom. 25 € pode ser?"

Verificou-se que o saldo de contas de 2009 foi positivo. Houve logo quem sugerisse que esse dinheiro deveria ser investido. A Junta tranquilizou e disse que o destino a dar a esse dinheiro já está definido. Então mas e se sobrasse algum, qual era o problema? Não pode haver um fundo de maneio?
O Relatório de Actividades e Gerência foi aprovado com maioria e um dos membros da mesa declarou que: “O voto de abstenção tem a ver com a forma como os subsídios são atribuídos, estando pouco claro no último ponto e, nos outros casos o documento não refere a concretização desses subsídios. É, também importante que exista alguma correspondência entre as despesas correntes e as despesas de capital, de forma a não existir uma discrepância tão grande." Não é que ele não tenha razão, mas percebi pouco do que quis dizer. Ou melhor, até percebi, mas se traduzisse por miúdos ficava uma frase com alguma gravidade.

Há ainda outros factos relacionados com o Seixo:
-"A iluminação da variante norte não está prevista pela Câmara Municipal de Mira por não ser obrigatória por lei;" A variante norte é o IP Fojo?
- "Brevemente serão aplicadas, pela Junta ou pela Câmara Municipal de Mira, bandas rodoviárias;". Mas com calma.
- "Serão realizadas obras de beneficiação do Largo da Igreja Velha que, no projecto, contempla uma referência à Igreja Velha". Sem pressas.
- "Os parques infantis são da responsabilidade da Câmara Municipal de Mira. Irá fechar o da Igreja e todos os parques da freguesia serão inspeccionados". O da Igreja fecha porquê? Está em cima duma bomba de gasolina? Os garotos fazem muito barulho à hora da missa? Onde é que eu vou entreter os miúdos durante os entediantes casamentos em que sou convidado?
- "O saneamento básico irá avançar no segundo semestre de dois mil e onze e custará sete milhões de euros". Adeus fossas. Mas com calma. Primeiro tem que ser o concelho de Mira todo. Quando não houver mais ninguém somos nós.
- "Em relação ao campo de futebol de onze, no diálogo com a CMM, constatou-se que existe um montante aprovado para o campo de tiro o qual não pode ser utilizado. Neste sentido, envidar-se-ão esforços para que essa verba seja desbloqueada de forma a remodelar três campos de futebol do Concelho, entre os quais o nosso." Qual bola???? Queremos tiros, tiros, tiros! Esses desbloqueamentos são um bocado perros. Nem com Spray Bala.
-"Em relação ao polidesportivo, nesta reunião, foi referido que não existem verbas disponíveis". Isso é que é uma avaria!
- "Em relação ao Museu Casa Gandareza é necessário arranjar uma casa gandareza no Seixo que esteja disponível para arrendar através de um contrato entre o proprietário e a Câmara Municipal. O camarada do PS referiu que a casa a seguir à Professora não sei das quantas, se for do interesse da CMM e da Junta de Freguesia pode ser cedida para arrendar." Mais uma oportunidade para um particular fazer dinheiro.
- "Existirão obras de melhorias no parque de merendas do São João." Já as houve e ficaram muito bem. Parabéns.
"O parque de merendas junto à zona industrial é ilegal." Diga lá outra vez! Posso lá comer? Não! O que é que me acontece? Levo com uma congestão de castigo só porque vai contra a lei.
Acontecimentos entre muitos:
-"O concurso do logótipo do Seixo, já tem um vencedor decidido pelo júri!" Queremos ver os outros!
-" Foi criado o Conselho do Seixo". Quem? Ah, as cortes do Clero e da Nobreza.
- " Já foi feita a limpeza da Zona Industrial e a manutenção do Moinho".
-" Até final de Março, a receita foi de quinze mil cento e vinte e três euros e onze cêntimos e a despesa de treze mil trezentos e vinte e nove euros e sessenta cêntimos". Traduzindo 15123.11€ contra 13329.60€ e o que sobra é para gast...Perdão, investir!
-"O Presidente da Assembleia de Freguesia felicitou a Junta pelo trabalho desenvolvido, bem como pela sua divulgação". Estão a gozar.
- Um elemento do Mais questionou o Executivo sobre os procedimentos efectuados em relação a conseguir um posto de medicamentos. Mas como não havia mais espaço na acta não se soube a resposta.
E é isto. Em Junho houve mais.

Jornal da Caserna

Porque descobri no meu computador uma relíquia que me permite ter acesso a alguns dos poemas do Jornal da Caserna, e porque ele está extinto, mas estará sempre presente no nosso espírito (um pouco de lamechice, não fica mal) aqui fica um poema do seixense João Sousa.

A VISITA PASCAL

«Não, hoje não estou aqui para criticar,
sei que houve álcool em excesso,
mas também, isto é uma ocasião para festejar.
Sei que o nosso Engº Presidente,
juntamente com outros notáveis,
andou muito feliz e contente,
mas também nestes dias de festa
quem é que não exagerou?..
Que atire a primeira pedra
quem nunca pecou...
Quando ele foi por nós eleito
já sabíamos que não era perfeito!...

Estou aqui para falar
da nossa visita pascal,
que continua a ser
uma tradição excepcional.
Estou aqui para elogiar
quem nos veio visitar
que além de nos darem
a noticia da ressurreição,
trouxeram-nos alegria
e boa disposição.
É um trabalho de louvar,
correr todas as casas da freguesia,
transmitir esperança e alegria.

O Homem da cruz é o mais esforçado,
já o homem da batina é o mais desejado.
O homem da pasta que é novo nestas andanças,
parecia um fiscal das finanças,
a sua preocupação é amealhar
para a igreja poder gastar.
O homem do balde que já é um repetente,
quando é necessário, está sempre presente
e o homem da catequese sempre muito eficiente,
distribuía santinhos para "toda a gente".
Os restantes elementos, a função deles é apoiar
e todas as pessoas das famílias cumprimentar...

É uma tradição a preservar,
pois é uma ocasião soberana
para toda a família se encontrar,
poderem conviver e partilhar.»

Jornal da Caserna, 6 de Abril de 2010.

domingo, 7 de novembro de 2010

Seixo de Mira 2-0 São Caetano

Para não destoar de toda a gente que faz crónicas de jogos, sejam jornalistas ou não, começa-se por caracterizar a meteorologia que se fez sentir no Seixo às 15h, especificamente no Fojo. Ora, esteve uma tarde soalheira ou solarenga (não vou agora ao dicionário ver qual está mais correcto) no campo do Fojo, com uma assistência indeterminada porque esqueci-me de contar as cabeças. Mas a olho pareceu-me menos do que as 150 pessoas do jogo contra o Cadima. E houve mitras, pessoal de São Caetano que entrou pela porta do cavalo mas pagou bilhete na mesma, porque foram detectados. Como diz Carlos Cruz :"Judite, as pessoas são más!". Para a malta do Seixo o bilhete é 2€, bem menos do que uma peça de teatro, portanto.
Até moto 4 a fazer piscinas (uma ou duas, vá, nada de mais), houve.
O piso esteve fraco ao longo de todo o jogo, assim como tem estado ao longo de todo o mês, assim como talvez ao longo dos últimos 10 anos. A gente sabe que todas as autarquias querem um hospital, uma escola politécnica e um piso sintético, e sabemos que isso é próprio da parolice insustentável do novo-riquismo, mas o Seixo apenas precisava dum piso digno. Nada mais do que isso.
Factos: o Seixo jogou melhor durante todo o jogo. A vitória era o único resultado esperado depois do que aconteceu em campo. O São Caetano não é tão forte como o Cadima! Nenhum jogador da equipa visitante se destacou. Até nas duas ou três vezes que apareceram cara a cara com o golo foram limitados.
O Seixo jogou assim:
Guarda-redes (nota 7) - Não é possível pontuar mais um guarda-redes que não fez uma defesa a sério. Um ou outro susto normal nas bolas paradas. Tem postura e sabe colocar a bola a jogar com as mãos. A seguir atentamente nos próximos tempos.
Defesa direito (6) - Se o Seixo tivesse dois laterais dinâmicos, criteriosos nos passes e cruzamentos, com mais trato refinado de bola seria um autêntico avião. Assim é apenas uma equipa forte. A defender não comprometeu. A atacar, uma boa combinação na primeira parte. Para já, é suficiente para o lugar.
Defesa central (8) - Outra vez um grande jogo. Imperial, dominador, patrão. Duas roscas e alguns passes falhados é o que se pode apontar de negativo na exibição. Uma boa arrancada ainda na primeira parte a galvanizar os colegas. Já não abusa do charutão, tendo muito mais discernimento. Quando ele não chega a defesa ressente-se.
Defesa central (7) - Livrou-se miracolosamente dum cartão amarelo quando lhe foi assinalado um corte com o braço na primeira parte. Com maior ou menor grau de dificuldade, com maior trapalhice ou classe foi-se também livrando dos problemas.
Defesa esquerdo (6) - Para quem não andava rotinado nestas lides, o teste foi positivo. O exame é que talvez não tenha sido muito exigente. O Seixo não sofreu golos e ele também tem que ser responsabilizado por isso. Se for ele a opção para os próximos jogos, deveriam-no ter deixado jogar até ao fim. Com falhas e também muitas coisas acertadas valeu a pena a experiência.
Trinco (8) - Nada a apontar de negativo. E ainda levou porrada da dura. Quem leva porrada a trinco, não deve estar a jogar mal. E ganhou divididas.
Médio centro (7) - Três, quatro, cinco bons passes. Três, quatro, cinco perdas de bola que fazem perder a paciência a qualquer um. Fez o passe para o segundo golo. Um passe com muita qualidade. É capaz de fazer melhor, se apertarem com ele. Concorrência precisa-se.
Médio ofensivo (8) - Terá sofrido uma carga com o jogo já interrompido na primeira parte que custaria o cartão vermelho ao adversário. A árbitra assim não entendeu. Arrancou o segundo amarelo a outro adversário no fim. De resto, em quase tudo o que entra, é para se fazer bem. Está em muitos dos lances perigosos do Seixo.
Médio direito (8) - Ficou cara a cara com a baliza na primeira parte a passe do avançado. E esteve noutras boas jogadas. Fez muito bem em não se prender demasiadamente à linha. Jogou bem.
Médio esquerdo (7) - O jogo estava-lhe a passar ao lado, mas quando foi preciso rodar e metê-la lá dentro à entrada da área não falhou. Foi sempre bem marcado e não muito bem solicitado, mas quem por lá andou a vigiá-lo deve ter saído desgastado. Isolado, atirou ao lado porque o piso é bom e a Câmara de Mira adora o Seixo. Não se mete em fintas estéreis. Cruza e remata. Simples e contundente.
Avançado (8) - Marcou um golo, deu pelo menos outro a marcar, falhou passes, deu trabalho, envolveu-se na luta, passou por adversários como se de mota andasse. Não é perfeito, mas não jogar é desperdício.
Suplente (5) - Andou lá sempre a pôr os defesas em sentido. É daqueles jogadores que dá jeito ter no banco como dá jeito ter a titular. Num piso a sério as coisas devem-lhe sair de outra maneira.
Suplente (4) - Foi para defesa esquerdo e não comprometeu. Mostrou que também pode ser opção ali. Com treinos e jogos o meio campo também é uma forte hipótese.
Suplente (3) - Para ganhar minutos. Ainda assim poderia ter dado outros rumos à bola. É sempre importante ter opções para o meio campo.

Sugestão musical

Belle Chase Hotel, a banda de Coimbra que lançou esta música em 1999 voltará 10 anos depois no dia 12 de Novembro ao Teatro Académico Gil Vicente. Para quem tem passado por Coimbra...

Atrasados mentais

Está aqui a nata da sociedade portuguesa em pleno Porto. O produto final de gerações e gerações queimadas pelo Sistema Educativo vigente dito inclusivo e democrático de "alto grau de exigência". Deprimente, degradante.
A sociedade de moralistas que vociferam palavrões em frente a crinaças e que partem para a violência gratuita. Bater em bêbados é de herói. Uma coisa esperta.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Assim vale a pena ver bola.

Sim, é verdade que não ando viciado em bola, prefiro jogá-la do que vê-la, mas quando se trata da nata do futebol, não tenho pejo em admitir que fico deliciado. O galês é novo craque mundial que vale a pena seguir. Fábio Coentrão é um bom defesa esquerdo, mas Gareth Bale é um "cavalo" autêntico. Veja-se só o que este jogador fez com o Inter em dois jogos.
http://www.youtube.com/watch?v=YTawGdwdEpw

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Assim fico descansado com paradeiro do meu dinheiro


«Uma recente decisão do Tribunal da Relação do Porto (TRP)sobre o destino a dar a um "casaco velho e podre" merece ser lida como uma lição de jurispurdência e responder às perguntas: Para que serve a Justiça? A lei serve para perder tempo com nulidades ou resolver problemas?
 
 
O TRP decidiu com base numa invulgar história judicial: o Tribunal Judicial de Amarante decidira, em 28 de Outubro de 2009, condenar um indivíduo pelo crime de condução ilegal. Mas veio a verificar-se que lhe tinha sido apreendido um velho casaco de bombazina castanha "em estado de infecta desagregação".
O casaco foi denunciado como tendo sido furtado em 22 de Março de 2006 e foi apreendido dias depois, em 5 de Abril. Em 15 de Junho de 2009, o MP decidiu o arquivamento relativo ao crime de furto. E no passado dia 18 de Janeiro, o casaco foi levado para tribunal para identificação do seu proprietário.
Como ele já tinha falecido, três anos antes, e apesar do próprio MP ter promovido a notificação dos familiares mais próximos, o juiz decidiu, quatro anos depois de o casaco ter sido apreendido, destruir essa peça de roupa, também devido ao seu  "estado de infecta desagregação".
Mas o MP recorreu da decisão para o TRP, exigindo que o casaco teria de ser restituído "a quem de direito" e acusou o juiz de ter violado "o disposto nos artigos 109 do CP e o 186º do CPP".
Quatro anos e meio depois do início da história em torno daquele casaco, no passado dia 29 de Setembro, o TRP, por unanimidade, contrariou a tese do MP e dá o recurso como improcedente.
José Vaz Carreto e Joaquim Correia Gomes, da Relação do Porto, dizem que o juiz de Amarante agiu em conformidade com o disposto do artigo 417 do CPP , por considerar que o casaco não tem valor comercial. Salienta, ainda, que, com a sua decisão de ordenar a destruição do casaco, evitou gastos administrativos desnecessários e antecipou o destino a dar à velha e podre peça de vestuário. Para bom entendedor: o lixo.
Por último, o TRP, perante os factos em causa - alegada discussão prolixa em torno do destino a dar a um bem sem valor que provavelmente ninguém quereria, nem a família do seu proprietário ("não nos é indicado quais são os familiares mais próximos", questionam os juízes,  - destaca que se fossem seguir "as estritas regras jurídicas" os tribunais acabariam  "num mundo de absurdos inúteis, quando não é essa a ideia de lei". Ideia de lei que, para o TRP, é, sim, "solucionar as questões e resolver os problemas, e, no caso, dar destino a um bem desnecessário no processo."»
Do JN  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1701347

Este não é o país de Sócrates.

«Estão desempregados e são pais de dois filhos de 3 e 10 anos. António e a mulher recusam dinheiro e pedem apenas comida e roupa para os filhos, e um emprego que lhes permita sobreviver. A resposta a um dos pedidos de ajuda foi um cabaz "insólito"
A dor e a tristeza de não ter dinheiro para comprar um simples pacote de leite para os filhos quase foi esquecida no dia em que António recebeu um saco de plástico, com o número 93.
Desempregado há quatro anos e sem subsídio há quase um, António Oliveira, 49 anos, viu-se obrigado a vender carros, mobílias e jóias para conseguir continuar a suportar as despesas com a renda da casa, água, luz, gás e alimentação. Enviou dezenas de cartas com currículos pedindo emprego, tirou a carta de motoristas de camiões TIR e até foi trabalhar para o campo, na apanha da pêra e nas vindimas. A mulher, 28 anos, está também desempregada depois de ter sido despedida de uma empresa de Torres Vedras.
Com os recursos a chegarem ao fim e sem emprego à vista, António pediu ajuda urgente ao Banco Alimentar contra a Fome, a 7 de Agosto, o qual foi aceite dois meses depois. A 12 de Outubro, António dirigiu-se à Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras para receber o cabaz alimentar mensal para a sua família.
"Quando me entregaram o saco nem queria acreditar. Tinha o meu filho ao colo, olhei para o interior do saco e senti uma revolta tão grande que tudo me passou pela cabeça", conta, recordando ter olhado para as outras famílias que ali estavam: "Todos estavam incrédulos e saíram  cabisbaixos".
"Ninguém se consegue alimentar durante um mês com este cabaz" explica António, lembrando que olhando aos produtos "nota-se que os meus filhos nem sequer contaram para nada na "ajuda" prestada, pois não foi contemplado nenhum produto básico essencial para a alimentação deles como leite, iogurtes, papas, cereais, ou outros".
"Só quero trabalhar"A revelação do seu "drama" motivou uma onda de solidariedade. Vizinhos, conhecidos e anónimos "têm ajudado" a família e António lembra que apenas pretende "roupa e calçado usado para os filhos que estão a crescer -, porque não queremos que ninguém compre nada de propósito -,  e comida".
Aos 49 anos e bem de saúde, António apenas quer ter o direito a um trabalho para sustentar a sua família. "Tenho competências, sou uma pessoa activa com capacidade para trabalhar. Apenas quero resolver os problemas e sustentar a minha família. É um direito meu" sustenta.
A trabalhar desde os 13 anos, com formação académica ao nível universitário, António desempenhou ao longo de mais de 20 anos funções em cargos superiores de gestão em várias empresas da indústria alimentar em Portugal, a última das quais em Torres Vedras. Antes do desemprego bater à porta, a família vivia com um rendimento mensal de 3700 euros, tinha três automóveis de gama alta na garagem.
"A minha sorte é que ao longo da vida fui juntando dinheiro. Comprava a pronto e não tenho créditos" revela, admitindo que o facto de ter "uma família unida" lhe permite suportar estas horas difíceis. "Não tenho medo de trabalhar, faço qualquer coisa, nem que seja tarefeiro" afiança.
Hoje, a família vive com o subsídio de inserção de 419 euros, apenas tem um carro "com 10 anos" e a casa que alugou (650 euros), e que a custo vai conseguindo pagar. "Pensei mudar para uma casa mais barata mas isso custa dinheiro que não tenho" diz, admitindo que a sua aparência tem sido muito criticada. "Não tenho de andar mal vestido, com a barba por fazer a pedir ajuda. Tenho a minha dignidade, mas as pessoas parece que não compreendem " conclui.
"Só damos o que temos"
No saco número 93 entregue à família de António (dois adultos e duas crianças) encontrava-se uma garrafa de guaraná antárctica de 1,5 litro; uma embalagem de creme de avelãs (440 gramas), uma torta de frutos silvestres (300gr), um pacote de bolachas com recheio de chocolate (180gr), duas latas de salsichas (350gr) e uma outra de (250 gr), duas latas de atum (125 gr) e um pacote de esparguete (500gr).
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras confirma o conteúdo do saco e explica que nesse dia não foi fornecido leite nem iogurtes porque "não havia". "Apenas entregamos o que nos dão. Se dão muito entregamos muito, se dão pouco entregamos pouco" refere Vasco Fernandes, garantindo que nesse dia "não tínhamos mais nada para dar".
Segundo o provedor, a Misericórdia dá o que o Banco Alimentar disponibiliza, revelando que neste momento 115 famílias de Torres Vedras estão a ser apoiadas. "É muita gente a pedir e não chega para todos", assegura.»
No JN http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Torres%20Vedras&Option=Interior&content_id=1701413

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pensamento contemporâneo

«Não é a contingência de regressar a casa sozinho mais uma noite que esmaga a consciência de um homem boémio, nem tão pouco o dinheiro dispendido, mas sim a possibilidade de se chegar num estado tão ébrio que condiciona negativamente a capacidade de se auto-satisfazer.»
Mário de Sá-Carneiro, poeta português, 1890-1916.

Trata de tudo o que está

Não é compatível - O concerto dos Arcade Fire no Pavilhão Atlântico no dia 19 de Novembro foi cancelado devido à cimeira da Nato em Lisboa. Será que a banda teve medo de possíveis terroristas que viessem à cimeira?

O Pó - Com as obras na Rua Alexandre Herculano em Coimbra, nunca fez tanto sentido dizer que há muito pó branco na mítica curva/esquina do Café Tropical. Já desconfiava disso, mas as obras confirmaram-no.

Cemitério - Há mais 364 dias por ano para ir ao cemitério e até com mais privacidade! Não temos que ir todos no mesmo dia.

Lençóis - Não percebo a paranóia das pessoas em achar nojento ou abominável sentar-se ou estar em cima da cama com a roupa vestida do dia-a-dia principalmente quando não é roupa de quem andou a encher uma placa na  construção civil, nem de quem andou a mudar o óleo ao carro. Será que essas pessoas não suam quando dormem, ou quando fazem sexo o fazem dentro de invólucros de plástico? Os lençóis foram feitos para se lavar, pá!!!!!!!

Vai vai

Escola Secundária de Mira 2- Vale a pena ler o comentário de um anónimo à notícia do JN sobre a média do exame de matemática em Mira: «ainda bem que já sai da secundária de mira se não só estava a estragar a média!! Estas estatísticas são uma estupidez, não se mede nem o carácter nem a inteligência pela média. Quer dizer, se esses três alunos tivessem 20 valores é muito bom mas não são esses os alunos que precisam de incentivo ao estudo! São sim os que ficam para trás porque não vale a pena porque nunca iriam ajudar a imagem de uma escola. Uma boa noticia seria não haver maus aproveitamentos. Mas a vida é assim. Antigo Aluno desta escola». Só dizer que este anónimo está enganado, como ninguém chumba, não há maus aproveitamentos. A malta vai desistindo.

Está bem abelha - O Padre Milícias recebe uma pensão mensal de 7450 euros por mês devido a cargos que ocupou anteriormente. Diz ele: «Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico». Alguém pode explicar quais são as regras de obediência à Ordem dos Fransiscanos? É capaz de ter pouco a ver com milhares de euros por mês. Olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço!

Força - O deputado da assembleia da Madeira, pelo PND, José Manuel Coelho vai tentar candidatar-se à presidência da república. Gosto. É o senhor que é capaz de levar uma bandeira Nazi para o parlamento, é o senhor que é capaz de levar um relógio ao pescoço para reclamar mais tempo de antena. Não confundir com José Pinto Coelho do PNR, que por acaso também se vai candidatar.

Cavaco Silva - 25 anos à frente dos destinos de Portugal já não chegam? Eu acho que até já dá para "agomitar". Mas há malta que acha que não. Chama-se democracia.

Conselho de Estado - Uns senhores que são conselheiros de Cavaco, reuniram-se numa sala a ouvir o relato das negociações entre Catroga e Teixeira dos Santos. E aproveitaram e fizeram pressão para apressarem o entendimento. No final Cavaco falou, mas estava a jogar o Benfica. Tudo acaba bem.

Foto - É um pouco deprimente, Catroga regorjizar-se com uma foto que atesta a assinatura do acordo sobre o Orçamento que vai levar Portugal ao fundo. Só falta colocá-la no facebooker.

Vai vai

Escola Secundária de Mira - Foi a escola do país com melhor média no exame nacional de matemática. Qualquer coisa como16.9 valores. O número em si não impressiona, tendo a perspectiva de quem há 10 anos andou muito próximo disso e com exames claramente mais exigentes. Basta perguntar a qualquer aluno do 12º actual com dois dedos de testa, que eles confirmam que a qualidade dos exames tem diminuído. A questão é saber quantos alunos fizeram o exame. E quantos alunos do concelho de Mira com idade para andar no 12º ano, não o fizeram? Pois, a exclusão educativa é um tema delicado, isto num concelho com um défice de qualificação da população adulta gigantesco. Sim, tenho dados que provam isso. E já agora quantos alunos que participaram na média tiveram explicações ao longo dos anos? E quantos são descendentes de professores?
Mas pronto, há que dar algum mérito à professora Noémia!

Menino - Paulo Rangel, deputado europeu andou a fazer birrinha num jantar de eurodeputados portugueses promovido por Durão Barroso. Tudo porque queria sentar-se num lugar mais próximo do Cherne! Gente séria, gente de trabalho, quando é para comer, senta-se onde calha. Mas há "menistros". O insólito pode ler-se aqui http://clix.expresso.pt/paulo-rangel-protesta-com-durao-barroso=f610976.

Classe mundial - Portugal foi a terceira economia do mundo que menos evoluiu nos últimos 10 anos. Só estamos atrás da Itália e do Haiti. A Itália é do G8, não tem comparação, já o Haiti só está pior que nós em sismos e cólera. Portanto, a nossa referência mundial é o Haiti. Nos últimos 10 anos o PS governou 8, não será motivo suficiente para deixar de votar rosa? Ah não, são fatalidades da conjuntura internacional.

Conselho de Estado - Então vão fazer um sem o Ti Alberto? Gostava de ver se o Ti Alberto também tem tanta língua numa reunião dessas como cá fora na rua. Calhou ficar retido na greve de França. Paciência.

domingo, 31 de outubro de 2010

A raça de políticos

 Será que só eu é que reparo que Passos Coelho só se licenciou em Economia aos 36 anos e numa universidade privada? Será que andou a servir à mesa para pagar os estudos e não teve tempo para concluir a licenciatura mais cedo? Ou andou ocupado, com as mãos geladas (no Inverno) a colar cartazes para subir na hierarquia da JSD?

Já agora, o que quer dizer a fracção na foto?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Clientes brasileiros

E o tal cliente brasileiro voltou. Era o dia do cortejo da latada. E voltou para a mesma mesa. O problema é que ele nunca se sentou.
Cliente brasileiro - Você tem vinho? Que vinho você tem? Tem da marca x que bebi uma vez no café y?
seixomirense - (Aqui já estou a bufar, quero lá saber qual é a marca que bebeu não sei onde? Nem percebi bem o nome que ele estava a dizer). Olhe, vá ao balcão escolher a garrafa. (Ah, finalmente estava safo. Mas qual quê? O gajo escolheu e pediu para levarem lá fora. Estou f...)
Levei o vinho e uma garrafa de água pequena, supostamente o que ele pediu lá dentro.
Cliente brasileiro - Você não tem uma garrafa maior?
seixomirense -Temos de litro e meio. (Porra porque é que não tinha pedido logo a grande?)
Cliente brasileiro -Me traz para mim. O que você tem para comer, para "tira-gosto"? Me traz o cardápio?
Lá trouxe a ementa, a lista dos petiscos.
Cliente brasileiro - O que é tosta?
(Esta é que não, matou-me do coração. Mas lá tive que explicar à minha maneira. Lá expliquei o que era uma tosta de galinha, mas não disse que era um paté de galinha, disse que era um refogado.
Cliente brasileiro - Me traz uma tosta de galinha cortada aos quadrados e palitos para picar!
(Cortada aos pedaços? Se pedisse isso lá dentro atiravam-me com a tostadeira na cabeça. Foi cortada ao meio, e já não é mau).
Cliente brasileiro - Me traz faca e garfo.
(Fiz um esforço para não bufar. Trouxe-lhe, e o gajo comeu aquilo sempre em pé).
Cliente brasileiro - Aconteceu uma tragédia!
(O gajo deixou cair a taça de vinho, nada de especial. Mas se estivesse sentadinho se calhar não acontecia. Trouxe outra taça.)
Cliente brasileiro - Sabe, eu gosto de azeite. Me traz para mim.
(Levei-lhe o galheteiro, entretanto fui a outra mesa e quando volto a olhar, o gajo estava com o vinagre na mão)
seixomirense - Olhe que isso é o vinagre, o azeite é este!
Cliente brasileiro - Ah.
(Mas continuou.... Se os clientes fossem todos brasileiros era preciso um empregado para cada mesa, e tinha que ser um daqueles que conseguem atender mais de 30 mesas normais.)




Gexualidades

Mesmo que a secção das dicas sobre a sexualidade da revista Maria afirme que o seja, o umbigo não é uma zona erógena do homem. Além disso tem cotão e às vezes cheira a bedum porque a água não entra lá. E é desconfortável ser lá mexido. Por isso quando o homem estiver a receber um cunnilingus no umbigo e gritar "pára, pára!", não é porque esteja a atingir o orgasmo (ou esteja para ter uma ejaculação precoce) mas sim porque aquilo já está a meter impressão.

Clientes brasileiros

Não é xenofobia, simplesmente são do piorio para atender.
Cliente brasileiro - Que cerveja tem?
Eu - Tenho esta e esta... (blá blá).
Cliente brasileiro - Me traz uma Carlsberg. Tem paté?
Eu - Não.
Cliente brasileiro - Mas sabe o que é? (O gajo estava sempre em pé ao lado duma mesa).
Eu - Sei o que é mas não temos. (Mas a minha resposta pensada foi: em Portugal sei o que é, não somos nenhuns atrasadinhos, pá!)
Cliente brasileiro - É que eu tenho umas rodelas de pão aqui, e gostava de ter paté.
Eu - Ah está bem. (Só me faltava assobiar para o lado mas não sei.)
(Pediu outra Carlsberg, pagou e levou a garrafa (não era de tara perdida mas enfim. Mas não acabou aqui!)

Capa e batina sim, mas sem cachecóis da bola.

Latada de Coimbra, Outubro de 2010
Para contextualizar, é preciso lembrar que o cortejo da Queima das Fitas em Maio de 2010, coincidiu com a vitória do Benfica no campeonato, e perante a praxe não é possível usar piercings, cachecóis de futebol, relógio de pulso, óculos escuros e outros supérfluos adereços enquanto se veste a capa e batina.

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Coimbra

Antiquinha e pouco funcional, mas muito bonita.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Discos pedidos

Estimados e não estimados clientes do bar Académico de Coimbra, peço a todos aqueles que se "esqueceram" de pagar um fino ou um café, ou que receberam troco a mais, e a todos aqueles que não se lembram mas que ainda vão a tempo de ter uma epifania para irem saldar as contas comigo ao Académico nos próximos dias. Como diz o outro: "paga o que deves, pá"!
O chefe de metade da mesa 3, uma que fica a caminho da Via Latina, agradece!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Golo do Seixo

http://www.youtube.com/watch?v=J4Vfgqi-1b0

Seixo 1-1 Cadima

Momentos antes do golo.
«Mais uma tarde de futebol no campo do Fojo, desta feita com o Cadima, 2º Classificado, vindo de uma vitória por 4-0 sobre o nosso vizinho Touring.
Uma excelente moldura de adeptos, a mostrar que vale a pena continuar a ter uma equipa de futebol no Seixo.
Seixo a alinhar com Barreira na baliza, Joao Pedro, Farturas, Pestana e Artur(c) na defesa. Meio campo constituído por Kanga, Maranhão, Luís e Tiago e na frente Pito e Janicas.
No banco: Seabra, Patusco, Baja e David.
O que se pode dizer dos primeiro 15 minutos? Boa entrada do Seixo, boa dinâmica ofensiva, oportunidades de golo para a nossa equipa…. Mas contra a corrente do jogo e na primeira jogada em que o Cadima chega à nossa baliza…GOLO! Jogada pelo lado direito do ataque do Cadima, bola metida em profundidade, a defesa do Seixo a falhar na marcação ao homem do Cadima que num remate na quina da área não deu hipóteses a Barreira.
Na jogada seguinte quase tirada a papel químico o Cadima voltava a colocar em calafrios a defesa do Seixo.
À passagem da meia hora, o jogo estava equilibrado com investidas de parte a parte, e com alguma dureza nas entradas dos jogadores!
Por volta do minuto 40 o Cadima ficaria reduzido a 10 unidades fruto de uma agressão a Pestana. Vermelho directo.
O Seixo ira para o intervalo a perder por culpa própria, quer pelas oportunidades falhadas, quer pelos erros defensivos.
Nos segundos 45 minutos quase que poderíamos dizer que o campo esteve inclinado para o lado do ataque do Seixo, tal foi o domínio da nossa equipa!
O Seixo entrava apostado em virar o marcador e podia tê-lo feito nos minutos iniciais, mas tal não aconteceu!
O que aconteceu sim… Foi a expulsão do nosso capitão Artur, que depois de o árbitro apitar uma falta a favor do Seixo, o numero 7 do Cadima segurou a bola, atrasando o recomeço da jogo, e quando Artur pega na bola este atira-se para o chão e grita como se tivesse sido agredido. Atitude lamentável evidenciando uma tremenda falta de fair-play.

Mas não foi o facto de jogarmos com 10 que abateu a nossa equipa! Pelo contrário… Pestana num remate acrobático à entrada da área colocou o guarda redes do Cadima à prova, quando os adeptos já gritavam golo.
Poucos minutos depois o numero 4 do Cadima não deixa Tiago prosseguir dentro de área, rasteirando-o. Penalty sem discussão, expulsão por acumulação de amarelos. Pestana chamado à cobrança do penalty, não perdoou.
Faltava ainda 15 minutos para o fim da partida….acreditava-se que podíamos lá chegar!
Até ao fim da partida, mais que uma oportunidade para o Seixo marcar, mas nenhuma delas concretizada. A mais flagrante foi mesmo a de Janicas que na linha da pequena área, não rematou, nem deu a bola a nenhum colega, quando o mais difícil já estava feito.
Boa tarde de futebol. Bom jogo de futebol. Emoção até ao fim….faltou mesmo só a vitória.
 TC»
Retirado de http://www.acrseixo.com/index.php?area=futebol .

domingo, 24 de outubro de 2010

Seixo 1-1 Cadima

Num jogo em que estavam presentes pelo menos 150 pessoas (o que é bom para um jogo da distrital), e contadas à cabeça, não é cá estimativas, o Seixo de Mira recebeu e empatou 1-1 com o Cadima. Dia bonito, equipamentos esteticamente agradáveis e uma árbitra toda giraça, marcaram a tarde desportiva pela positiva. É pena o piso continuar a ser o pior da distrital de Coimbra. As pessoas não podem estar à espera de bom futebol com aquele pavimento. Se não é possível fazer passes rasteiros de 10 metros como é possível jogar um futebol decente? Eu já o disse, nem o Maradona!
Globalmente o Seixo pareceu ter melhor equipa, mas é preciso não esquecer que jogava em casa. No entanto pode ter acusado a ausência dum dos defesas centrais e de um médio centro. Sim, porque eu não embarco nesses lugares comuns de dizer "Só faz falta quem cá está!". Uma das frases mais ridículas do futebol, porque quem está presente não está a faltar. Outro factor que pode ter sido enganoso é que o Seixo jogou mais de 1/3 do jogo com um elemento a mais, daí parecer que o Seixo tem mais equipa.
Uma coisa é certa, não mostrou ser inferior ao Cadima.
O melhor em campo foi o guarda-redes do Cadima.
O Seixo teve 20 minutos iniciais empolgantes, mas sofreu golo no primeiro lance de perigo do adversário e não mais assumiu as rédeas do jogo na primeira parte. Antes do intervalo um jogador do Cadima foi expulso, por um pontapé sem nexo que não tratou de nada. Na segunda parte o capitão do Seixo foi expulso (excesso de zelo da árbitra, mas compreensível) o que deixava a equipa em maus lençóis, mas o playmaker sacou um penalty da cartola (exageradamente encenado, mas indiscutível) que originou a expulsão dum jogador do Cadima e o golo do empate do Seixo. No fim o Cadima sofreu para segurar o empate como a Académica sofreu para aguentar a vitória ontem frente ao Nacional, muito à conta das investidas do recém-entrado terceiro melhor jogador do torneio do Seixo, que com o seu jogo atlético e contundente levou a bola à área adversária.
Do Cadima há a destacar o defesa central (nº3 que sem ser brilhante, chegou para as encomendas), o guarda-redes, que sem ser muito alto se mostrou muito seguro e fez a defesa da tarde e o nº9 que além de ter marcado um grande golo (oferecido pelo Seixo), deu sempre muito trabalho. O capitão, nº 10 parecia acabado mas ainda fez das suas. Pena é que gosta de simular faltas. De resto se o Cadima for das melhores equipas, então o Seixo também é.
O Seixo jogou assim:
Guarda-redes (nota 7) - Pouco havia a fazer no golo, acabou por não ter tanto trabalho como o colega adversário. É bem-vindo ao Seixo um guarda-redes que bata bem os pontapés de baliza. Já se tinha saudades disso.

Defesa direito (nota 5) - Sempre interventivo, mas isso não garante que se jogue bem. Fez coisas certas mas fez algumas fraquinhas. Empenhado é de certeza. Médio direito é que de certeza que não é. Acabou substituído e o curioso é que foi para o lugar dele alguém que nem desempenha aquilo melhor que ele. Estranho.

Defesa central (nota 8) - Apesar de já ter feito jogos muito melhores, o que fez chegou para ser o melhor em campo do Seixo. Não só pelo golo. Ele é estóico e patrão naquela defesa. Não complica, mete o corpo, ganha os lances, faz falta quando deve fazer. Não fez uma única rosca o que não é fácil na distrital. Acabou o jogo esgotado porque deu tudo o que tinha e quase sempre bem. Finalmente e felizmente deixou de ser o dono e senhor dos livres.


Defesa central (nota 7) - Inflaccionada porque não parece ser o lugar dele e no entanto não comprometeu. Não tem altura para aquela posição mas Cannavaro também não tinha. É inteligente a jogar e nota-se que as intenções do que faz ou tenta fazer são sempre as melhores opções. Tem uma falha, no futebol distrital e principalmente naquela posição é crucial ganhar as bolas divididas. Sorte ou não, poucas vezes o consegue. O nº 9 deu-lhe água pela barba e obrigou-o a sair da zona central (não devia ser o defesa esquerdo a tomar conta dele?) mas nunca virou a cara à luta.

Defesa esquerdo (nota 4) - Como se não chegasse a pálida exibição, ainda foi expulso. É certo que foi um exagero, mas acaba por se aceitar. No golo deixou a bola passar infantilmente e sempre que chamado a intervir a bola era perdida. Quando ainda se esperava uma mudança na exibição, foi tomar banho mais cedo. Se não o conhecesse há muito tempo, diria que é um jogador fraquinho. Mas não é!

Trinco (nota 6) - Tentou não sair muito da posição para tentar agarrar a equipa e acabou por consegui-lo. Não viu nenhum amarelo o que naquele lugar é bom. Bem trabalhado, pode dar ali um Paulo Assunção. E ainda rematou.

Médio centro (nota 5.5) - Jogos em que se tem um elemento a mais não é com ele. É atacado pelo síndrome da displicência. Aquele piso não é para ele. Quando quer é uma espécie de Carlos Martins. Hoje as coisas não lhe saíram como ele queria. Acabar a defesa direito é que não. Dá ares de ministro.


Playmaker - (nota 6) -  Dá a ideia que o jogo lhe passou um pouco ao lado. E talvez não por culpa dele. Teve pouca bola, mas a pouca que teve tratou-a de uma maneira satisfatória, daí ter melhor nota que o colega de meio campo que até foi mais interventivo (mas mais intermitente na qualidade). Cavou o penalty que deu o empate.


Médio Direito - (nota 6) - Algo chorão, faz lembrar o João Moutinho nesse aspecto. Dele se espera sempre algo de diferente e conseguiu fazê-lo quando entregou a bola para um remate fouxo do trinco na segunda parte. Deu sempre muito trabalho aos defesas. Desperdiçou uma oportunidade clara de golo.


Médio esquerdo - (nota 6) - É de remate fácil e certeiro e isso é sinónimo de ter olho em terra de cegos. Joga de uma maneira diferente que o ala do lado contrário, mas também deu muito trabalho aos defesas. Rematou com perigo várias vezes. Ocupa bem aquele lugar. Não se percebeu aquele canto tão mal marcado na primeira parte.

Avançado - (nota 7) - É chato. Como tem remate fácil é sempre um quebra cabeças. Parece que tem um sexto sentido para adivinhar quando é que o adversário vai fazer uma fífia. É confiante e sempre de olhos na baliza, mas por vezes é um exagero, como naquele imperdoável lance em que de costas para a baliza preferiu rodar do que entregar a bola para um colega rematar de frente.


Suplente - (nota 7) - Entrou para o meio campo e abanou o jogo. Deixou-se de peneiras e fintitas e jogou o futebol que sabe, um futebol destemido, vertical e contundente. Fisicamente destoa dos outros, é um atleta, o que lhe permite ganhar vantagem em muitos lances. Ter um suplente destes é um luxo, talvez lhe faltará andar mais por dentro das engraxadelas.

Mistérios da fé!

Aquilo não é solúvel em água?

Ainda?

«O caso conta-se em poucas palavras:
cinco membros da JCP, quatro raparigas e um rapaz, foram detidos pela PSP quando procediam à pintura de um mural na Rotunda das Olaias, em Lisboa; levados para a esquadra, foram insultados, ameaçados e... obrigados a despir-se.
Repito: obrigados a despir-se.

Estamos perante uma situação que espelha luminarmente os danos causados por 34 anos de política de direita aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos - uma situação que mostra quão longe estamos do 25 de Abril libertador e quão perto estamos do passado que «em Abril, Abril venceu»...

E não se trata apenas de uma prática policial de desprezo pela lei, para o caso a Lei 97/88, que não só legitima a pintura de murais em locais públicos como condena o seu impedimento.
Trata-se, acima de tudo, de um comportamento policial nojento, ascoroso, abjecto, com contornos de doentia perversão.
Os que obrigaram os cinco jovens a despir-se, fizeram-no provavelmente inspirados nas práticas actualmente em voga nas prisões dos EUA no Iraque, em Guantánamo... práticas que, aliás, eram de uso corrente nas salas de interrogatório da sede da PIDE, especialmente em relação a mulheres comunistas que caíam nas garras da tenebrosa polícia política do fascismo.
A confirmar que isto anda tudo ligado...

E é contra tudo isto que lutamos todos os dias. E é contra tudo isto que a luta tem que continuar todos os dias.
Até que o nosso grito «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais» deixe de ser necessário e seja apenas a memória de uma luta que vencemos.
Até ao triunfo definitivo de Abril, dos seus valores e dos seus ideais de liberdade e justiça social
http://cravodeabril.blogspot.com/2010/10/todos-os-dias.html

Se isto é verdade, já não há dúvidas, o país está pior que antes de 1974. Atrasados mentais!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Também há muita gente séria na Igreja

Educação, educação, educação. A base de tudo. Mas sem as correntes pedagógicas do facilitismo de alguns educólogos.

"Temos a barraca com o submarino à porta!"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vai vai

Papel higiénico - Serei o único a achar que o papel higiénico é um bem essencial? Ou será que só os que se lavam no bidé a seguir a cagar é que o defendem a 23%?

Ucal - Adeus, era saboroso, mas a 23% já não dá. E já era caro.

Leite com chocolate - Agora os pais misturam o leite e o chocolate em pó e colocam-no num termo para os miúdos levarem para a escola. Esperemos que não entornem aquilo tudo nos livros dentro da mochila. Leite achocolatado é luxo.

Classe - Ainda não percebi se sou da média ou da baixa. É que consideram que quem ganha menos de 1000 euros ainda é da média. Só em Portugal.

Já pagamos - Parem lá com a portagem na ponte 25 de Abril. Foi feita na década de 60. Ainda não está paga?

Pedintes - Este orçamento de estado que nos cai como um pedregulho na cabeça e as medidas de austeridade servem apenas para que nos consigam emprestar dinheiro lá fora. O problema é que esse dinheiro não é para investirmos, mas sim para consumirmos. Somos uns mitras.

Alguém que veja - Acusou-se Passos Coelho de querer acabar com o Estado Social com a sua proposta de modificação da constituição, mas quem acabou de matar o que resta de Estado Social com uma punhalada, foi uma pen entregue no outro dia por Teixeira dos Santos.


Atrasada - Se o orçamento chega sempre atrasado e o Jaime Gama está lá de pernas abertas à espera, porque é que nós não podemos chegar também atrasados ao trabalho?

Go Go

O paladino da liberdade de imprensa - Alberto João Jardim diz que Sócrates tem um projecto totalitário e autoritário, dominando os meios de comunicação social. Será que o Alberto já folheou o Jornal da Madeira?

Ranking das escolas - Não é o indicador perfeito da medição da qualidade das escolas (não elimina as demasiadas variáveis parasitas) mas sempre vale alguma coisa. Sabe-se que a escola Secundária de Mira (agora tem outro nome) é a 6ª melhor do distrito de Coimbra. Logo atrás de colossos como a José Falcão e a escola Infanta Dona Maria. Quanto ao resto não há novidades. Está-se a liquidar o ensino público. Vivam os colégios privados. Vivam os meninos da Dona Maria que têm boas notas e ainda pagam a explicadores. Cortava-os rentes se alguma vez precisei de explicações. Meninos do papá.

O mais natural - Tendo em conta que Bloco de Esquerda e PS apoiam o mesmo candidato para as presidênciais não seria o mais natural, aliarem-se para aprovar o orçamento? Não chegava? Mas já era meio caminho andado. Às vezes a política é simples, mas complicam-na.

Massas coloridas - Oh pá não sou muito de massas, isso é mais a dieta das gajas que comem uma média duma folha de alface à refeição, mas agora descobri que também as há às cores, laranja e verdes. Para as meninas comerem hidratos de carbono e pensarem que estão a comer alface e cenoura. Até eu já como disso, mas não é feito por mim, tenham paciência, não sei fazer nada disso. Viva o feijão.

PS Coimbra - Uma bandalheira. Vítor Baptista diz que foi aliciado há meses por um braço direito de Sócrates para assumir um cargo de gestor numa empresa pública a ganhar 3 mil contos por mês, desde que não se recandidatasse. Talvez na CP. O deputado de Coimbra disse que respondeu que não percebia nada de comboios e não ia assumir um cargo que não saberia exercer. Mas porque não denunciou esta situação logo em Maio? Esperou que tivesse perdido as eleições? Faz lembrar os médicos antidoping da Covilhã! E o pior é que o outro, Mário Ruivo, não parece ser muito melhor.

Dá para fazer chorar as pedras das calçadas

Vida de uma estudante.
É este o projecto de Mariano Gago para chegar à média da OCDE de licenciados do ensino superior:

«Estudante universitária consegue poupar dinheiro a partir da bolsa que recebe. Esse exercício permite-lhe assegurar as suas despesas mensais, mesmo quando o Estado, como este ano, se atrasa no pagamento
Pense nisto antes de ler o texto que se segue: o que conseguiria fazer com 250 euros por mês? Numa época em que o acto de contrição da década é: "Andámos todos a viver acima das nossas possibilidades"; num país em que um deputado cujo salário ultrapassa os três mil euros mensais (cinco vezes o salário mínimo nacional) se permite dizer que as medidas de austeridade impostas pelo governo prejudicam sobretudo a sua classe, a dos políticos; o mesmo país cuja poupança das famílias é cada vez menor (a descer desde 2002) porque os rendimentos não só não esticam como ameaçam encolher; e num tempo em que se banalizou a ideia de que os 30 anos são os novos 20, e que por isso mesmo - por isso e porque não há emprego e o que há é precário - os filhos saem cada vez mais tarde de casa dos pais (a média aponta para os 29 anos), neste tempo e neste país com esta cultura, pense: o que faria com 250 euros?
Com 250 euros, Ana Sofia Rebelo, 20 anos, estudante universitária, consegue fazer milagres. Encontrámo-la em Braga, ao lado da Universidade do Minho, onde frequenta o segundo ano de Psicologia, olhos muito verdes, cabelo de ouro, pequenina como o vestido lilás que a enfeita, pouco mais de metro e meio, piercing quase invisível no nariz, um sorriso inteiro. Feliz?!
Aos seis anos perdeu o pai e, com ele, o imaginário das histórias contadas para adormecer. Foi viver com os avós. A mãe, com mais dois filhos ainda bebés, não podia sustentar três. Os avós talvez não lhe embalassem o sono com contos, mas no mês em que a acolheram, conscientes de que a neta haveria de ser a psicóloga que sempre quis ser, abriram-lhe uma conta poupança. Durante 11 anos foi ali, em depósitos esforçados, que lhe prepararam o futuro.
Ao 17 anos, sem surpresa, Sofia entrou na faculdade. Não se lembra da média, sabe só, e di-lo com total naturalidade, que teve "20 a Matemática". A partir dali sabia que era do dinheiro poupado pelos avós, ambos com 70 anos, ambos reformados, que teria de viver. "Mas, claro, sabia que não dava para muitos meses, tinha de saber gerir aquele montinho".
Alugou um quarto por 75 euros numa casa onde vivem oito; em água, luz, gás e internet cada um gasta 15 euros. Nesse ano de caloira foi-lhe atribuída uma bolsa de 350 euros; as propinas levam-lhe 987 euros por ano. Equilibrou a bolsa com a poupança. E continuou a poupar. "Ponho sempre uma parte de lado. Nas férias não tenho bolsa e há sempre alguma coisa que pode falhar", explica. O plafond que estabeleceu para si própria é de 250 euros. "Poupo em tudo, nas saídas à noite, nos jantares, na roupa. Só posso gerir o que tenho." Não perde a cabeça com nada? "Com concertos. Poupo mais no mês anterior para poder ir. Se não fosse psicóloga, seria crítica de música".
O primeiro ano lectivo correu bem, boa gestão financeira, melhores notas, "dezassetes e assim". Mas em vez do merecido Verão ao sol, Sofia perde a mãe para um cancro. Os irmãos vão viver com os tios. Ela continuou dividida entre o quarto da universidade, em Braga, e a casa dos avós, em Famalicão. "Não tenho tempo para ficar triste, tenho demasiadas coisas para tratar, mas também não sou de ferro".
Inaugura o segundo ano da faculdade a plissar, procura emprego, que o montinho da poupança estava a descer e ela não pode ser apanhada desprevenida. Por três euros à hora, consegue adicionar 140 euros ao rendimento mensal. "Não compensou. Perdi muitas aulas. E perdi o ano." É uma Sofia triste que o lamenta. Só não lamenta ter amealhado verba para a carta de condução. "Inscrevi-me em Agosto, já passei no exame de código, só falta o da condução".
Este ano tinha decidido não trabalhar, tem urgência em acabar o curso, mas a crise trocou-lhe as voltas. "Tenho medo que me reduzam a bolsa. Se acontecer, lá terei de trabalhar". É fácil? "No McDonalds é". Mais difícil, diz, "será depois conseguir emprego na área". Se não conseguir, "trabalharei noutra qualquer, porque preciso de dinheiro para poder vir a tomar conta dos meus irmãos, e usarei a psicologia para fazer voluntariado".
Há alguém que, com esta idade, conseguisse fazer esta gestão do dinheiro e dos afectos? Há. Chama-se Oriana, uma fada baptizada por Sophia de Mello Breyner. Mas tinha duas asas e uma varinha de condão.»

Do JN de 16 de Outubro de 2010.

Académico Sempre!

Académico, 6 anos, recta final, 1700 dias de "trabalho", balanço final:


Nº de cadeiras feitas em Ciências de Educação:Todas, sei lá quantas foram!
Nº de cabras largadas no trabalho:Uma,no dia a seguir a uma noite da Queima algures de 2006.Custou a "trabalhar" nes...se dia.

Nº de engates no trabalho:1.5. Nem chegaram a duas. No "trabalho" sou assexuado, tem qualquer coisa a ver com ser profissional ou não, mas há clientes femininas que não acreditam.
Nº de ATMs atendidos: cerca de 1100 ATrasados Mentais. Quase um por dia.

 Nº de clientes que me disseram: "você dedique-se a outra coisa pq não
tem jeito nenhum": Uma, em 2005, era verdinho e esqueci-me de lhe levar
o carioca de limão em chávena grande no Verão, algumas 5 vezes na mesma noite.
Nº de colegas de trabalho: se contar com os do Tropical, pode ultrapassar o número de mulheres com que se foi para a cama.

 Nº de bandejas entortadas na cabeça de clientes: Nenhuma. Mas vi algumas a ficarem convexas ou côncavas na téte de clientes. Tipo El Kabong e a sua guitarra.
Nº de faltas ao "trabalho" sem avisar: Zero. Sim, Zerinho. Vem da Educação.
Nº vezes a chegar... atrasado ao trabalho: 1688. Não sou inglês.

Nº de vezes que ouvi: Assim não pode ser, quando tiveres um trabalho a sério não podes chegar assim atrasado: 1113. Quase tantas como os atrasos.
Nº de vezes em tive uma depressão: 57. É, Isto às vezes deprime.
Nº de vezes que ouvi: Vá lá, sou... cliente habitual. 1700. Pelo menos uma vez por dia.

 Nº de beijos trocados no local de trabalho: dois no máximo e à fugida. Já disse que no trabalho sou assexuado.
Nº de vezes que considerei o Académico um trabalho: Uma vez por mês e só nos últimos 2 anos.
Nº de pires de tremoços oferecidos do meu bolso...: 1 por mês a quem merecia!

Nº de vezes que levei a calculadora do Académico para um exame: Uma vez, para Estatística Educacional mas aquilo não tinha raíz quadrada e tive que calcular a raíz de 27 por tentativas: Ora 5.1 vezes 5.1 é 26.01. E 5.2 vezes 5.2 é 27.04.
Deu para a positiva!